As detenções ocorreram depois de elementos do grupo Damas de Branco, liderado por Berta Soler, terem assistido a uma missa e realizado uma marcha a favor dos direitos humanos e dos presos políticos, como é tradição desde a criação do movimento, em 2003.

Entre os detidos estão ex-presos políticos do “grupo dos 75”, o coordenador-geral da União Patriótica de Cuba, José Daniel Ferrer, o marido de Berta Soler e o diretor do fórum crítico “Estado de SATS”, Antonio González Rodiles.

Dezenas de apoiantes do Governo e agentes da polícia fardados e à civil começaram a gritar frases revolucionárias quando o grupo de dissidentes chegou a uma rua, próximo da de onde estavam, empunhando cartazes onde se lia “Todos marchamos pela liberdade dos presos políticos de Cuba” e “Todos marchamos por uma lei de amnistia”.

Pouco antes, a líder do movimento Damas de Branco tinha denunciado que sete das suas companheiras e mais de 20 opositores haviam sido detidos, para não participarem nas ações do grupo. Detenções como as desta segunda-feira acontecem, em Havana, há 22 domingos consecutivos. O papa Francisco visita Cuba de 19 a 22 de setembro.

A líder do movimento Damas de Branco declarou à imprensa estrangeira que, se tiver oportunidade de se reunir com o papa, vai pedir a sua mediação, para que “acabe a violência policial contra as pessoas que querem participar ou exercer a sua liberdade religiosa e realizar manifestações públicas”.