Palestinianos e forças israelitas confrontam-se na mesquita de Al-Aqsa em Jerusalém pelo terceiro dia consecutivo. Os manifestantes reuniram-se ao redor da mesquita e começaram a apedrejar a polícia. Os manifestantes temem que Israel esteja a tentar alterar as regras de Al-Aqsa, que permitem apenas que os judeus visitem a mesquita, sem permissão para orar. O local é o terceiro mais sagrado do Islão, mas é também um local venerado pelos judeus.

De acordo com a polícia israelita, os jovens barricaram-se no interior do local durante a noite, como fizeram nos dias anteriores, com o objetivo de perturbar as visitas à mesquita pelos judeus. Os manifestantes começaram a arremessar pedras em direção aos portões quando se iniciavam as visitas regulares ao local nesta terça-feira.

Depois das forças de segurança entrarem na mesquita, os manifestantes mascarados fugiram e começaram a lançar pedras e vários objetos. Cerca de 26 pessoas ficaram feridas, duas das quais foram hospitalizadas. Os manifestantes mostraram-se também irritados com a decisão do ministro da defesa de Israel, Moshe Yaalon, que ordenou que estes saíssem das imediações da mesquita para confrontar os visitantes do local.

Esta terça-feira, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu irá realizar uma reunião de emergência com os membros do gabinete de segurança para discutir as formas de responder aos incidentes dos últimos dias.

A polícia informou ainda na segunda-feira, que o arremesso de pedras causou um acidente de carro que matou um motorista israelita perto de um bairro em Jerusalém.