Ciência

Maior cadeia de vulcões continentais do mundo descoberta na Austrália

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É três vezes maior do que o complexo de Yellowstone e formou-se ao longo dos últimos 33 milhões de anos. Cosgrove nasceu da ação de um ponto quente, um fenómeno raro na Terra. Mas já não está ativa.

Drew Whitehouse/NCI National Facility VizLab

Foi descoberta na Austrália a maior cadeia de vulcões continentais do mundo, noticia a Science Alert. O complexo está localizado na costa este do país, ao longo de 2 mil quilómetros. A dimensão desta cadeia de vulcões corresponde a três vezes o tamanho de Yellowstone, o supervulcão localizado nos Estados Unidos cuja potencial erupção poderia causar uma nova era na Terra.

A cadeia de vulcões, batizada pelos cientistas como Cosgrove, inclui 15 vulcões que já eram conhecidos, mas foi agora descoberto que todos se formaram por cima do mesmo ponto quente (uma anomalia que provoca a subida de uma pluma térmica vinda do manto até à crosta terrestre) durante os últimos 33 milhões de anos.

Durante o movimento tectónico, a placa continental onde a Austrália está incluída moveu-se para norte. Num determinado ponto, o material da manta subiu até à superfície terrestre, derreteu pontos específicos da litosfera e formou vulcões dentro das placas tectónicas (este é o fenómeno raro, porque a maior parte dos vulcões nasce nos limites das placas divergentes), explica o The Guardian. À medida que essa placa se moveu, a pluma térmica atingiu novos pontos e formou novos vulcões. Foi assim que se formaram os vulcões que fazem agora parte desta cadeia.

Os vulcões estão afastados em cerca de 700 quilómetros, o que levou os cientistas a não considerar que poderiam ter origem no mesmo ponto quente. Essa hipótese só surgiu quando decidiram estudar a composição química dos materiais desses vulcões e se depararam com uma natureza química muito semelhante. Além disso perceberam que os vulcões mais a norte eram os mais antigos e os localizados mais a sul eram mais recentes, conta o Science Daily.

No caso desta cadeia de vulcões, o ponto quente tinha origem numa pluma a 3 mil quilómetros de profundidade, que só conseguiu atingir os locais da litosfera menos espessos (menos de 130 quilómetros), explica o Live Sience. Este ponto quente deve estar localizado no noroeste de Tasmânia, debaixo do mar e sem apresentar risco de entrar em erupção em breve.

A cadeia de vulcões está localizada entre Queensland e Melbourne, conforme explicita o esquema seguinte.

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Crédito: Drew Whitehouse/NCI National Facility VizLab

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