Não são só as adolescentes que se preocupam com o tamanho do peito. Se assim fosse, não haveria tantos push-up caríssimos, implantes de silicone e, mais recentemente, a promessa de que será lançado um soutien que, só por si, faz as mamas crescerem vários tamanhos em poucas semanas.

Também não haveria tantas histórias a passarem de boca em boca, da mulher que tinha os seios pequenos, começou a tomar a pílula e teve de renovar a gaveta da roupa interior, à que começou a fazer flexões e ganhou um decote diferente, passando pela que teve cancro da mama por causa dos soutiens que usava. Mas até que ponto estas histórias são verdade ou não passam de mitos?

A Fusion debruçou-se sobre o tema para acabar de uma vez por todas com sete teorias:

1. O tamanho das mamas é genético? 

Provavelmente, mas não é certo. Em 2012, um grupo de cientistas localizou o “gene das mamas” e encontrou algumas provas que atribuíam o seu tamanho e densidade à genealogia. Amber Guth, oncologista no NYU Medical Center, disse à Fusion que o tamanho das mamas é como qualquer outro traço físico que passe pela corrente sanguínea. “Tal como outras características físicas, pode ser genético mas não necessariamente herdado da mãe.” Nem é necessariamente uma herança da avó paterna, caso tenha ouvido essa teoria.

2. Elas ficam maiores se fizer muitas flexões?

Há músculos debaixo do tecido mamário, mas a personal trainer Jen Comas acredita que “eles têm muito pouco que ver com a forma dos seios”, acrescentando que “o treino de força não vai afetar o seu tamanho”. O exercício “pode desenvolver os músculos debaixo das mamas, o que faz com que o peito, e não as mamas, pareça mais desenvolvido”.

3. Dormir de soutien evita que as mamas se tornem flácidas?

Esta teoria teve um comeback no ano passado quando a atriz Halle Berry revelou o segredo para manter um decote perfeito: dormir de soutien. No entanto, não há provas de que esse ato ajude ou, pelo contrário, magoe. Se anda a dormir desconfortável só porque acredita no conselho da atriz de Catwoman, esqueça o soutien.

4. Dormir de soutien causa cancro da mama?

A resposta é simples: não. A razão pela qual este mito existe é porque muitas pessoas acreditam que o soutien comprime o fluxo normal do fluido linfático, o qual precisa de se movimentar livremente de forma a transportar os glóbulos brancos para o corpo, assim como eliminar toxinas e, em alguns casos, células cancerígenas. No entanto, esta teoria não faz sentido porque o fluxo linfático das mamas vai em direção às axilas, não para a parte inferior dos seios, onde o soutien poderia beliscar e bloquear o fluido. Se um soutien prejudicasse esse fluxo, veria um inchaço abaixo dos seios.

5. Comer muitas cenouras, ter relações sexuais muitas vezes ou tomar a pílula fazem crescer as mamas?

Pela internet fora há quem diga, com toda a certeza, que certos alimentos ricos em estrogénio, como soja, alho, abóbora e alguns frutos secos, aumentam o tamanho dos seios. No entanto, “não há provas científicas disto”. A pílula tem a capacidade de mudar muita coisa no corpo feminino, mas não causa necessariamente um aumento das mamas e, no caso de isso acontecer, é uma mudança temporária. Quanto às relações sexuais, a oncologista Amber Guth diz que “não há provas de que o sexo altere o tamanho das mamas”.

6. Se perder peso elas encolhem?

Tudo vai depender da composição dos seios de cada mulher, que têm duas componentes principais: gordura (ou tecido adiposo) e tecido glandular, que é mais denso e tem os ductos de leite. Tracy Pfeifer, uma cirurgiã plástica em Manhattan, diz que “a proporção de tecido mamário e de gordura varia de pessoa para pessoa”. Há mulheres que têm mamas “densas”, o que significa que têm mais tecido do que gordura, e outras que têm mais gordura do que tecido mamário, sendo que a gordura é sensível a perdas e ganhos de peso, tal como a que existe no corpo todo. Ou seja, no caso de ter mais tecido mamário, as suas mamas vão continuar iguais mesmo que perca peso. O mesmo já não acontecerá se tiver mais gordura.

7. Qual é a forma normal?

Existem mamas de todos os tamanhos e feitios — e para todos os gostos também. Desde que não sinta desconforto ou dor e os seus seios não mudem de forma drasticamente, é sinal de que são saudáveis. E isso é que importa.