A taxa de inflação homóloga da zona euro estabeleceu-se, em agosto, nos 0,1%, abaixo dos 0,2% de julho, tendo Portugal registado a quarta maior subida entre os Estados-membros (0,7%), segundo o Eurostat.

Já no conjunto da União Europeia (UE), a taxa de inflação homóloga de agosto foi de 0,0%, que compara com os 0,2% de julho. Em agosto de 2014, a inflação homóloga era de 0,4% na zona euro e de 0,5% na União Europeia (UE).

Face a julho, a taxa de inflação baixou em 14 Estados-membros, estabilizou noutros quatro e aumentou em dez, incluindo Portugal, que registou a quarta maior subida.

Em agosto, foram observadas taxas de inflação homóloga negativas em 11 Estados-membros.

Segundo o gabinete oficial de estatísticas da UE, as taxas de inflação mais baixas registaram-se, em agosto, em Chipre (-1,9%), na Roménia (-1,7%) e na Lituânia (-1,0%), enquanto as mais altas foram observadas em Malta (1,4%), na Áustria (0,9%), na Bélgica (0,8%) e em Portugal (0,7%).

A subida dos preços nos setores dos restaurantes e cafés (0,01 pontos percentuais), dos legumes (0,09 p.p.) e tabaco (0,08 p.p.) tiveram o maior impacto na subida da taxa de inflação.

As descidas nos preços dos combustíveis para os transportes (-0,55 p.p.), dos combustíveis líquidos (-0,25 p.p.) e do leite, queijo e ovos (-0,07 p.p.) foram as que tiveram maior influência em baixa.

A baixa inflação tem impactos significativos na evolução da economia e, por isso, o Banco Central Europeu (BCE) tem em marcha um programa de compra de ativos em larga escala para combater a deflação e estimular a economia.

O BCE tem como mandato uma taxa de inflação da zona euro inferior, mas próxima, dos 2%.