As férias em Nova Iorque e Miami, o que pensava sobre matar pessoas, a inspiração para escrever cartas de amor desde a prisão ou como tentava seduzir as suas visitas. Fidel Castro tem mais uma biografia, novamente não autorizada, mas desta vez pelas mãos de Norberto Fuentes, que foi íntimo de Castro e líder dos serviços secretos.

As revelações já tinham visto a luz do dia há cerca de 10 anos, mas em dois tomos e um total de 2.500 páginas. Agora em versão compilada, alguns dos detalhes de Fidel Castro na intimidade voltam à baila, para aproveitar o relançamento das relações entre Cuba e Estados Unidos.

Entre as revelações de Norberto Fuentes, que foi para exilio em 1994 com a ajuda do nobel da literatura Gabriel Garcia Marquez (que era próximo de Fidel), está como Fidel Castro via o assassinato de pessoas: “Não importa o número de pessoas que mates. Basta um, quando passas o primeiro, o rosto da vítima perde-se”, terá dito Fidel, segundo Fuentes.

Grande parte do livro dá pistas sobre a personalidade de Fidel na intimidade, como terá perdido a virgindade aos sete anos, que a sua mãe tinha medo que o castrassem e que sempre que passava por uma mulher que lhe interessava fazia apenas um sinal ao chefe da sua escolta, para que a sua equipa de segurança fizesse uma investigação profunda à pessoa em questão. A equipa preparava também algumas casas do ex-líder cubano que já existiram “para o efeito”.

O livro fala ainda sobre as primeiras vezes que o regime de Batista tentou passar a ideia de que Fidel estaria morto, durante o seu exilio no México em 1955 e 1956, de como usaria os charutos como técnica para empatar e ganhar tempo antes de dar uma resposta durante as negociações, algo que terá copiado de Estaline, ou da sua inspiração nos Miseráveis de Victor Hugo para escrever cartas de amor a partir da prisão.

Entre as revelações, que carecem de confirmação, está que Fidel Castro terá passado uma lua-de-mel de três meses em Miami e Nova Iorque quando tinha apenas 22 anos e no final teve de pedir dinheiro emprestado para levar o carro que comprou para atravessar as duas cidades para Cuba.