Na quarta-feira, o Governo australiano confirmou que aviões do seu país realizaram bombardeamentos na Síria no âmbito da coligação internacional para combater o grupo extremista Estado Islâmico. No início de setembro, a França anunciou o início de voos de reconhecimento sobre a Síria para uma eventual intervenção militar no país.

Damasco afirmou que “qualquer presença armada de qualquer país no território sírio, nas suas águas ou espaço aéreo, sem o consentimento do Governo, com o pretexto de lutar contra o terrorismo, será uma violação da soberania da Síria”. “Combater o terrorismo no terreno requer a cooperação e estreita coordenação com o Governo sírio para implementar as resoluções antiterroristas destacadas pelo Conselho de Segurança”, refere.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio recorda que o Exército sírio tem estado há mais de quatro anos a lutar contra grupos terroristas, como o Frente al Nusra (braço sírio da Al Qaida) e o grupo extremista Estado Islâmico, com destacada presença no solo sírio.

O conflito na Síria, que teve início em março de 2011, já provocou 220 mil mortos, mais de quatro milhões de refugiados e 7,6 milhões de deslocados internos, segundo dados da ONU.