Muitos animais fazem barulhos conhecidos e audíveis: os cães ladram e as vacas mugem, por exemplo. Das girafas pouco se sabia: tirando sons muito ocasionais, não se conhecia propriamente uma “linguagem” comum à espécie.

Devido à pouca informação existente, uma equipa de cientistas quis investigar o assunto, e passou oito anos a gravar a comunicação vocal das girafas, compilando mais de 900 horas de gravações.

Estes investigadores concluíram que as girafas passam as noites a “sussurrar”, ao passo que de dia estão na maior parte do tempo silenciosas. Tal pode justificar-se por várias razões, sendo a mais provável a de que as girafas têm uma excelente visão. Assim sendo, não sentem tanta necessidade de “falar” durante o dia.

Esta diferença de comportamento, entre o dia e a noite, originou desde logo um problema para a tentativa de perceber o que as girafas querem dizer com os sons que fazem: com a pouca luz nocturna, deixa de ser possível comparar os seus comportamentos com os sons que produzem.

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Já a razão pela qual se sabia pouco acerca das comunicações verbais das girafas foi mais fácil de perceber: o volume dos seus “sussurros” fica-se peos 92hz, o que, não estando abaixo das frequências que os humanos conseguem ouvir, está ainda assim perto dessa categoria. Os próprios trabalhadores do zoo, segundo conta a revista Wired, revelaram não conhecer o barulho que, afinal, as girafas passam a noite a fazer.

Agora que se sabe que as girafas comunicam oralmente durante a noite fica “apenas” a faltar saber o que querem dizer com os sons que fazem. Conseguir ver os seus movimentos sem a luz do dia é, assim, o grande desafio que agora se coloca.