Duas semanas após o lançamento dos novos iPhone, os holofotes voltam a estar apontados para a Apple… mas não pelos melhores motivos. A empresa de Tim Cook viu-se obrigada a suspender dezenas de aplicações da App Store depois de confirmar um raro ciberataque contra a loja.

O ataque informático teve como principal alvo algumas das aplicações mais populares na China. De acordo com o El País, os programadores destas aplicações terão usado, possivelmente por engano, uma versão falsa e não autorizada do Xcode, a ferramenta da Apple para o desenvolvimento de aplicações. O uso dessa versão terá comprometido dezenas de apps da loja da Apple que, estando infetadas, recolhiam dados pessoais dos utilizadores e enviavam-nos para os hackers — tais como dados de acesso a contas bancárias, por exemplo.

Um dos casos a gerar mais preocupação é o do WeChat. Segundo o site Statista, esta plataforma de chat soma já 600 milhões de utilizadores, concentrados principalmente na China. Para comparação, o número é quase o dobro dos utilizadores ativos no Twitter. Outra das aplicações infetadas foi, alegadamente, o WinZip, de acordo com informações da empresa de segurança Palo Alto Networks citadas pelo El País.

“Removemos da App Store todas as apps que sabíamos terem sido criadas com este software falso. Estamos a trabalhar com os programadores para nos certificarmos de que estão a usar a versão correta do Xcode para refazerem as suas apps”, disse Christine Monaghan, porta-voz da Apple, em declarações à agência Reuters.

Este é já considerado um dos maiores ataques da história contra a Apple e o primeiro grande ataque confirmado oficialmente contra a loja de aplicações App Store. Para já, não foram divulgadas estimativas do número de potenciais utilizadores afetados por este problema, mas poderão estender-se a todos os dispositivos da marca (iPhone, iPad e computadores Mac).