“Jesus Aparicio”, o nome fictício de um cidadão espanhol que preferiu manter o anonimato, acordou em Agosto de um coma de 11 anos, no qual estava induzido desde 2004. A história é contada pelo blogue Punto de Break. O acidente, que ocorreu quando “Jesus Aparicio” estava prestes a fazer 19 anos, deu-se numa viagem de automóvel que fez com alguns amigos, para celebrar o seu aniversário.

Nessa altura, Roger Federer, de quem “Jesus Aparicio” era um incondicionável fã, acabara aos 23 anos de vencer o US Open, o seu quarto Grand Slam. Segundo afirmam os seus amigos, o sevilhano gostava tanto de Federer que antes do acidente já juntava dinheiro para ir a Londres no ano seguinte, de forma a estar presente no torneio de Wimbledon, e cumprir, assim, o sonho de ver o tenista suíço a jogar ao vivo.

Quando “Jesus Aparicio” acordou do coma ainda acreditava que tinha 19 anos. Só pouco a pouco começou a recuperar a fala e a responder a estímulos. Quando soube que Federer ainda estava “na ribalta”, e que tinha conquistado 17 Grand Slam na carreira, mal pôde acreditar.

“Veio-me à cabeça e perguntei por ele. Pensava que já se tinha retirado. Quando me disseram que aos 34 anos ainda jogava, era o número 2 do mundo, e que ainda chegava a finais de Grand Slam, pensei que era brincadeira. Mal podia acreditar. Sabia que Federer era muito bom, mas jamais podia imaginar que ganharia tudo o que ganhou”, conta.

Mas “Jesus Aparicio” já pôde acompanhar, em sua casa, a final do US Open, que opôs o, para si, ainda desconhecido Novak Djkovic ao tenista suíço. E até já planeia uma ida a Wimbledon em 2016, para acompanhar o torneio a que planeava ir em 2005, antes do grave acidente que o impossibilitou.