Josef Fritzl ficou conhecido em 2009, quando a polícia austríaca descobriu que este homem fez a sua filha, Elisabeth Fritzl, prisioneira durante 24 anos, numa cave subterrânea com 18 metros quadrados, na casa da família, sem ar fresco, luz natural ou aquecimento, na localidade de Amstetten, na Áustria. A casa que ficou conhecida como a “casa dos horrores” será agora transformada num lar com capacidade para acolher cerca de 50 refugiados, conta o ABC. O Presidente da Câmara de Amstetten, Michael Wiesner, acrescenta que o objetivo será aumentar o número de camas disponíveis para 150. “Com isto, estaremos a cumprir a nossa parte”, acrescenta.

O austríaco, também apelidado de “monstro de Amstetten” teve sete filhos com Elisabeth, que terá sido violada repetidas vezes. Um dos filhos não resistiu à nascença, três deles permaneceram na cave e os restantes foram levados para a casa principal para serem cuidados como seus netos. Fritzl foi condenado a prisão perpétua e Elisabeth e os filhos vivem atualmente numa zona rural a receber tratamento psicológico.

A casa que durante anos se tornou numa prisão para a filha do “monstro de Amstetten” servirá agora de abrigo para vários refugiados nas próximas semanas.