O défice orçamental nos primeiros seis meses deste ano atingiu os 4,7% do PIB, anunciou hoje o INE, estando longe da meta dos 2,7% do PIB para o total do ano que é o objetivo do Governo. A seis meses do final do ano, as administrações públicas estavam a apenas 770 milhões de ultrapassar o défice previsto para o ano todo.

No primeiro semestre de 2014, o défice registado pelo INE estava nos 6,2% do PIB. A melhoria é evidente, mas as contas estão longe do objetivo anual do Governo.

Para este ano, o Executivo liderado por Pedro Passos Coelho garante que Portugal vai sair da situação de défice excessivo, ou seja, terá um défice inferior a 3% do PIB. O objetivo é que este se fique, no máximo, pelos 2,7% do PIB.

No entanto, as contas do primeiro semestre do ano, tipicamente mais negativas, deixam antever um desafio complicado para a segunda metade do ano. Só nos primeiros seis meses, o défice atingiu os 4,7% do PIB, longe dos 2,7% da meta para o total do ano. A conta é feita ao défice dos primeiros seis meses, com os resultados do PIB também dos primeiros seis meses.

Mas quando se olha para o valor, o resultado parece ser ainda mais negativo. Sem melhorias nos saldos dos vários subsetores das administrações públicas, o Estado teria menos de 770 milhões de euros de aumento do défice para chegar às contas que o Governo está a fazer.

Na previsão do Ministério das Finanças que foi enviada ao INE, o défice das administrações públicas, em contabilidade nacional, atingiria um máximo de 4860,1 milhões de euros no total do ano. No entanto, só nos primeiros seis meses este défice atingiu os 4.092,9 milhões de euros.