Com curadoria de Sara Antónia Matos, diretora do atelier-museu, a exposição vai ficar patente até fevereiro de 2016 com desenhos de Júlio Pomar e duas obras em ferro/instalações de Rui Chafes.

Fonte do museu disse à agência Lusa que uma das esculturas em ferro foi produzida especificamente para este encontro de artistas, pensado, na sua génese, para uma intervenção no espaço do atelier.

“Júlio Pomar e Rui Chafes: Desenhar” vai dar início a um programa de exposições do atelier-museu que procurará, segundo a entidade, cruzar a obra de Júlio Pomar com a de outros artistas, de modo a estabelecer relações com a contemporaneidade.

Nesta primeira, os desenhos de Pomar, de 88 anos, estarão lado a lado com as esculturas em ferro de Rui Chafes, de 49 anos, considerado um dos artistas portugueses mais importantes da sua geração. No ano passado, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian dedicou uma mostra antológica para percorrer vinte anos da obra de Rui Chafes.

A acompanhar cada uma destas exposições será editada uma entrevista aprofundada com cada um dos artistas convidados, com o objetivo de fixar, através do depoimento de cada autor, “as motivações e fundamentos inerentes às suas obras, sublinhando a importância da autoria na produção artística contemporânea”.

O Atelier-Museu Júlio Pomar inaugurou em abril de 2013, inserido no conjunto de equipamentos culturais da Câmara Municipal de Lisboa, criado para conservar e divulgar a obra do artista plástico português de 88 anos. Até 30 de setembro, a entidade está a receber candidaturas ao Prémio Júlio Pomar 2015, que realiza este ano a sua primeira edição.

Trata-se de um prémio para curadoria, em que o projeto selecionado terá a realização e apresentação de uma exposição de arte contemporânea no espaço do museu.