Fazer uma viagem de avião de longo curso é muito cansativo. Especialmente porque o espaço disponível para as pernas, entre os bancos, é reduzido, um tema que gera muita controvérsia e cada vez mais reclamações dos passageiros. A Airbus mostra que está atenta e tem planos para oferecer “cabines para dormir”.

Os planos constam de um pedido de registo de patente apresentado a semana passada ao United States Patent and Trademark Office, segundo noticia o Daily Mail. Neste pedido de patente, a construtora reconhece como má a solução atualmente proposta aos passageiros que viajam em classe económica – “as cadeiras só reclinam até certo ponto, o que pode ser considerado desconfortável para os passageiros,  especialmente em vôos de longo curso.”

Segundo os diagramas apresentados, as “cabines para dormir” seriam instaladas na traseira dos aviões com uma configuração de três por três assentos, a mais frequente na classe económica dos modelos A350 e A380  – ambos utilizados ​​para vôos internacionais de longo curso. “A Airbus regista centenas de patentes por ano com o obejetivo de proteger os direitos à propriedade intelectual”, declarou Mary Anne Greczyn, porta-voz da Airbus Americas, por email à CNN

“Este tipo de patentes é muitas vezes baseado em conceitos de investigação e desenvolvimento e ideias ainda numa fase muito inicial de conceptualização e nem todas as patentes são desenvolvidas até chegarem a uma tecnologia ou produto final,” disse a mesma fonte, que declinou comentar este pedido de registo de patente em concreto.

“Estamos sempre a ver os fabricantes de aeronaves a estudar forma de melhorar o conforto dos passageiros, como as ‘cabines para dormir'”, disse Benet J. Wilson, perito em aviação do site About.com, à CNN. Wilson tem dúvidas que os planos alguma vez se concretizem, porque “do conceito à realidade há um longo caminho a percorrer e, muitas vezes, os conceitos nunca saem do papel.”

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“E, depois, há duas questões importantes: será que os passageiros estariam dispostos a pagar para viajar nestas cabines? E como é que as companhias podem ganhar dinheiro com elas? Se a Airbus conseguir responder a estas  perguntas, então é provável que os planos vejam a luz do dia”, concluiu Wilson.

Aos passageiros resta esperar, para já apenas reclinados, para ver.