O Presidente norte-americano, Barack Obama, disse esta terça-feira ao seu homólogo cubano, Raúl Castro, que as reformas em Cuba “aumentarão o efeito” das mudanças adotadas pelo seu Governo para aligeirar o embargo à ilha, informou a Casa Branca.

Durante a reunião que os dois mantiveram na sede da ONU, Obama reiterou também a Castro “o apoio dos Estados Unidos” aos direitos humanos em Cuba, indicou a Casa Branca em comunicado. Nesse sentido, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, disse à imprensa, no avião de regresso a Washington, que Obama “reafirmou a Castro o seu compromisso” de conseguir que o Governo cubano “faça um melhor trabalho” na proteção dos direitos humanos dos seus cidadãos. Obama instou também Castro a governar Cuba “numa direção positiva”, de acordo com o porta-voz.

A Casa Branca indicou no comunicado que a reunião dos dois responsáveis se centrou nos “últimos avanços” no processo de normalização das relações entre os respetivos países, bem como nas “medidas adicionais” que ambos os Governos podem adotar para “aprofundar a cooperação”. Para tal, o chefe de Estado norte-americano apontou a Castro as recentes “alterações na legislação” anunciadas pelo seu Governo, que “permitirão a mais norte-americanos viajar, fazer negócios, enviar remessas e prestar serviços de telecomunicações em Cuba, embora o turismo continue a ser proibido.

De acordo com a Casa Branca, Obama sublinhou igualmente “o progresso” que o restabelecimento das relações diplomáticas representou, com a abertura, em julho passado, das embaixadas em Washington e Havana. Os dois estadistas abordaram ainda o enorme êxito que foi a recente visita do papa Francisco a Cuba e aos Estados Unidos.

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Após o encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros cubano, Bruno Rodríguez, explicou numa conferência de imprensa que Castro pediu a Obama que utilize os seus poderes executivos para enfraquecer o embargo imposto à ilha, em vigor há mais de 50 anos, se quer continuar a avançar no processo de normalização das relações bilaterais.

Rodríguez argumentou que, até agora, as ações de Obama nesse âmbito “não alteram nenhum aspeto significativo da aplicação do bloqueio a Cuba” e o respetivo alcance e profundidade foram “limitadíssimos”.