É conhecido pelo sentido de humor que o fez ascender à fama e o colocou lado a lado com alguns dos grandes nomes de Hollywood. Jim Carrey, o comediante que nos fez soltar gargalhadas em filmes como O Mentiroso Compulsivo ou A Máscara — apesar de ter participado em películas mais dramáticas que lhe trouxeram dois Globos de Ouro –, admitiu em tempos que nem sempre teve uma vida fácil. A mais recente notícia sobre Carrey é prova disso: a sua ex-namorada de 28 anos, Cathriona White, foi encontrada sem vida esta segunda-feira e o motivo terá sido suicídio. Junto ao corpo, em casa da falecida, estaria uma carta de suicídio onde a jovem mulher dava conta do fim da relação, a 24 de setembro, com o ator.

O triste desenvolvimento veio levantar um pouco mais o véu da vida pessoal e amorosa de um dos atores mais conhecidos na indústria, ele que cedo pôs os estudos de lado para ajudar a sustentar a família empobrecida. Já antes Carrey teve de enfrentar situações traumáticas que, curiosamente, estão na origem do seu sentido de humor. Foi durante a infância que o pai perdeu o trabalho e a mãe adoeceu — de aluno de excelentes notas, Carrey passou a trabalhar oito horas por dia numa fábrica (entre outros trabalhos).

Em 2004, a estrela deu uma entrevista íntima à CBS, onde contou que o humor veio da depressão que o assolou: “Eu tinha uma mãe doente. Queria fazê-la sentir-se melhor.” Talvez esse tenha sido um treino inconsciente. O certo é que foram as imitações de celebridades e as expressões faciais de Carrey, escreve a People, que lhe trouxeram um cada vez maior protagonismo, pelo que aos 21 anos o ator fazia a primeira aparição no programa televisivo The Tonight Show.

Também em 2004, o ator confessava no programa 60 Minutos que tomava medicação para combater a depressão. “Eu tomei Prozac durante muito tempo. Talvez isso me tenha ajudado durante algum tempo, mas há pessoas que ficam agarradas para sempre”, disse, citado pelo Daily Mail. Além do Prozac, Carrey deixou de consumir álcool e diminuiu também a frequência com que bebe café: “Quase nunca bebo café. Levo muito a sério o facto de não consumir álcool ou drogas. A vida é demasiado bonita [para isso]”.

O percurso profissional do ator é conhecido do grande público, até porque as personagens às quais dá vida entram com frequência pelo grande ou pequeno ecrã — na década de 1990, Jim Carrey era um dos atores mais bem pagos no mundo do cinema. Posto isto, talvez a vida amorosa seja menos pública: esteve casado por duas vezes sem nunca ter encontrado um verdadeiro porto de abrigo. Primeiro com a atriz Melissa Womer, em 1987, com quem esteve cerca de oito anos e com quem tem uma filha em comum; depois com Lauren Holly, que contracenou com Carrey no filme Doidos à Solta (o casamento durou menos de um ano).

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Depois do divórcio seguiu-se um rol de namoradas, com destaque para as atrizes Laurie Holden e January Jones. As próximas relações sérias seriam ao lado de  Renée Zellweger, de quem chegou a estar noivo, e Jenny McCarthy, com quem passou cinco anos. Cathriona White, a pessoa que até há dias era a sua namorada, apareceu na vida de Carrey no final do verão de 2012 e os dois protagonizaram, desde cedo, uma relação tempestuosa. Natural da Irlanda, White era uma maquilhadora profissional.

O passado amoroso do ator de 53 anos que, repetimos, tem o dom de fazer rir a maioria das pessoas, parece pesado. Talvez por isso, o jornal Daily Mail tenha optado por escrever um artigo onde se lê que o comediante leva uma das vidas amorosas mais tóxicas de Hollywood.