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Taxista em rota de colisão com a ANTRAL. "Quero acabar com toda a máfia que existe no sistema"

José Pereira tem sido um rosto da luta dos taxistas contra a Uber, mas diz que foi atraiçoado pela ANTRAL, pede novas eleições e quer limpar a "podridão". Florêncio de Almeida diz que é "louco".

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Os taxistas estiveram a protestar contra a ANTRAL na semana passada

Os taxistas estiveram a protestar contra a ANTRAL na semana passada

José Carlos Pereira tem sido um dos rostos dos taxistas contra a Uber, sobretudo nas ações que envolvem o aeroporto de Lisboa. O Facebook tem sido a sua arma de “denúncia” como escreve, mas no dia 3 de outubro, o alvo das denúncias foi outro: Florêncio de Almeida, presidente da ANTRAL – Associação Nacional do Transporte Rodoviário em Automóveis Ligeiros.

No centro da polémica estão os protestos dos taxistas na sexta-feira, durante a arruada da coligação Portugal à Frente na zona do Chiado, em Lisboa. Num vídeo de 13 minutos, diz que foi “atraiçoado” e que entrou “em rota de colisão com o presidente da ANTRAL, o senhor Florêncio de Almeida”. Termina com um apelo a novas eleições na associação, sublinha que não quer ser presidente, mas que é preciso “acabar com toda a máfia que está dentro do sistema, toda a podridão” e acusa o presidente da ANTRAl de utilizar carros que não são legais.

“Quero continuar a lutar contra  a Uber, mas a minha luta, a partir deste momento passa também por lutar contra tudo o que está mal dentro da ANTRAL, nomeadamente todos os carros do senhor Florêncio, que são da terra e que ele compra a um custo muito baixo para trabalharem na capital (…) e isso também não está legal. É contra isto que eu também estou a lutar”, disse, acrescentando que “o mal não está só na Uber, mas dentro de nós. Dou a minha palavra de honra que farei tudo o que puder contra tudo o que está mal no setor. Quero tentar acabar com a Uber, mas também quero acabar com a toda a máfia que está dentro do sistema, toda a podridão. Tudo o que quero é clarificar e limpar o setor”, diz.

O meu filme 1

FUI ATRAIÇOADO:Queridos colegas de trabalho e amigos, hoje, não consegui escrever o meu sentimento, por favor tenham um pouco de paciência e vejam o video até ao fim.Queridos colegas de trabalho, se preferirem manifestar o vosso apoio em privado podem o fazer deixando um mensagem particular na caixa de correio do meu facebook. Um grande bem haja e um forte abraço para todos vós e respectivas famílias.POR FAVOR PARTILHEM E SE VIREM O VIDEO NUMA PARTILHA POR FAVOR COMENTEM NO MEU MORAL.#sic #tvi #rtp #sicnoticias #cmtv

Posted by Jose Carlos Ferreira Pereira on Sexta-feira, 2 de Outubro de 2015

Em causa está o facto de Florêncio de Almeida ter recusado dar apoio jurídico a José Pereira, após este ter sido identificado pela PSP nas manifestações de sexta-feira.

Mas as visões dos taxistas não coincidem. Contactado pelo Observador, Florêncio de Almeida diz que se tratou de um caso de “desobediência à autoridade” e que a ANTRAL não pode compactuar com este tipo de situação.

“Este senhor é um louco e o presidente da ANTRAL não quer violência. Este senhor já tem uma quantidade de processos-crime em cima e nós já lhe demos apoio jurídico”, disse Florêncio de Almeida, acrescentando que “neste processo em específico” não o podia fazer por tratar-se de desobediência à autoridade.

Se para José Carlos Pereira, o que se passou foi que houve “um movimento espontâneo” de taxistas que optaram por outra rua, para Florêncio de Almeida isto não corresponde à verdade. Diz o presidente da ANTRAL que não se reuniu com os representantes do PSD porque só poderiam ir três representantes da ANTRAL e que os taxistas queriam ir todos.

Como as autoridades disseram que isso não podia acontecer, Florêncio de Almeida terá dito que “então não vai ninguém que eu também não vou”. Terá sido nesta altura que os outros taxistas “fugiram” e que o presidente da ANTRAL ficou junto da PSP.

Sobre as acusações à “máfia” do sistema e aos carros de Florêncio de Almeida – que nas palavras de José Pereira estarão ilegais -, o presidente diz que todos os carros estão legais e “que o serviço a contrato pode ser prestado em qualquer concelho do país”. “Não sou só eu, há centenas de carros nesta situação”.

A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) também tem tecido várias críticas à ANTRAL e aos carros que são comprados noutros concelhos do país e utilizados em Lisboa, segundo explicou Carlos Ramos, presidente da FPT ao Observador, tendo já pedido esclarecimento sobre este assunto ao Instituto de Mobilidade e dos Transportes (IMT). Numa carta a que o Observador teve acesso, a FPT diz que “tem sido vinculado o entendimento que as viaturas táxis podem prestar serviços de transporte em táxi, incluindo o seu início, em concelhos diferentes daqueles onde as mesmas estão licenciadas, desde que aqueles serviços sejam previamente contratados, incluindo por concurso”, mas que, na sua perspetiva “tal entendimento não é correto” e que “os táxis licenciados num certo concelho só podem iniciar serviço nesse concelho. Até à data, ainda não obteve resposta do IMT.

Florêncio de Almeida disse ao Observador que José Carlos Pereira não era sequer sócio da ANTRAL. Na manhã desta segunda-feira, o taxista escreveu na sua página de Facebook que pagou todas as quotas até ao final de 2014 e que esta manhã esteve na ANTRAL para pagar as relativas ao ano corrente e que isso lhe tinha sido recusado.

“Hoje, pelas 9h05 estive na ANTRAL para voltar à situação de sócio estando disposto a pagar todas as quotas relativamente ao ano corrente. A ANTRAL recusou a minha imediata reentrada como sócio, alegando que os estatutos tinham sido alterados, e que para voltar à situação de sócio, tinha de ser aprovado em reunião de direção”.

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