Doze países da costa do Pacífico fecharam na segunda-feira um acordo para criar a maior zona de comércio livre do mundo.

Vários dias após o prazo definido, os ministros do Comércio anunciaram que tinham chegado a um entendimento para o ambicioso Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla inglesa), após cinco anos de difíceis negociações lideradas pelos Estados Unidos.

Abrangendo cerca de dois quintos da economia global, o acordo tem como objetivo estabelecer regras para o comércio e investimento do século XXI e pressionar a China, que não está entre os 12 países, a adaptar o seu comportamento no que toca ao comércio, investimento e regulações empresariais, de modo a estar de acordo com os padrões do TPP.

Obama elogiou o acordo, defendendo que “fortalece as relações estratégicas com os nossos parceiros e aliados na região, o que será vital no século XXI”.

“Quando mais de 95% dos nossos potenciais clientes vivem fora das nossas fronteiras, não podemos deixar países como a China escrevem as regras da economia global”, disse Obama, em comunicado.

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No Canadá, o primeiro-ministro Stephen Harper aplaudiu o acordo “histórico”, dizendo que abre acesso ao mercado japonês para os agricultores canadianos.

O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, também afirmou que o TPP iria trazer benefícios aos negócios do seu país, e na Nova Zelândia, John Key salientou que o acordo se traduz em “mais empregos, rendimentos mais elevados e melhores condições de vida”.

Por seu lado, Shinzo Abe, primeiro-ministro do Japão, garantiu que negociou os “melhores resultados possíveis para o país”. “Pudemos obter os melhores resultados possíveis no que toca ao interesse nacional”, afirmou o chefe do Governo japonês.

Os países integrantes do TPP são o Japão, Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname.