Os 200 mil trabalhadores das instituições particulares de solidariedade social (IPSS) vão receber o primeiro aumento salarial dos últimos cinco anos. Este situação deve-se ao aumento ao aumento do salário mínimo, que abrange grande parte dos funcionários, para os 505 euros. Para além disso estas pessoas vão receber, até ao fim do ano, os retroativos a contar desde janeiro.

Segundo noticia o Jornal de Notícias, na sua edição impressa desta terça-feira, os trabalhadores das IPSS vão receber mais 20 euros brutos por mês. Em declarações ao JN, Lino Maia, presidente da Confederação das IPSS, a entidade patronal, afirma que “o aumento do salário mínimo, que abrange um grande número de trabalhadores, forçou as restantes categorias a subir.”

Esta subida aparece depois do congelamento dos salários durante anos, o que leva Manuel Guerreiro, coordenador do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritório e Serviços (CESP), a afirmar que a subida “é mais do que justa”, na medida em que “os trabalhadores das IPSS são dos mais mal pagos do país, mesmo com este aumento.”

Segundo Manuel Guerreiro a maioria das instituições “vai processar os aumentos nos salários em setembro e outubro”, isto depois de o contrato coletivo, com uma nova tabela salarial, ter sido renegociado em julho e publicado em agosto. No entanto, o coordenador do CESP, revela que algumas instituições já tinham começado a pagar de acordo com os novos valores.

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Mas os aumentos não têm início no mês de setembro. Os trabalhadores têm direito aos retroativos a partir do mês de janeiro e todas as instituições filiadas na Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) têm até dezembro para acertar contas. As restantes IPSS terão de esperar pela extensão da portaria, que irá ser pedida por Lino Maia em breve.

Nessa altura, cerca de três mil instituições de solidariedade e mais de 200 mil trabalhadores serão abrangidos por este aumento. Por isso, o CNIS já alertou para a importância de assegurar o dinheiro para os pagamentos serem feitos a tempo e horas.