Pode parecer uma universidade discreta, desconhecida e quase tímida. Isto porque nomes como Harvard, Oxford, Standford ou MIT quase que a abafam em termos de fama mundial. Quando nos falam das melhores instituições do mundo são estas que nos vêm à cabeça – e nunca o no Instituto de Tecnologia da Califórnia, ou Caltech, como é conhecida. Mas esta é mesmo a melhor universidade do mundo. E há cinco anos consecutivos.

Todos os anos a Times Higher Education publica um conceituado ranking das melhores universidades do mundo. E este ano, tal como acontece desde 2011-2012, a Caltech levou o primeiro prémio.

Por isso convém conhecer melhor esta instituição. O diário espanhol Confidencial conta um pouco da história. Linus Pauling é uma das figuras desta instituição. O antigo aluno da Altech venceu, em 1962, o Prémio Nobel da Paz, e tornou-se no primeiro homem a ser galardoado individualmente com dois prémios Nobel. Isto porque em 1954 já tinha ganho o Nobel da Química pelo seu trabalho sobre as ligações químicas na natureza. Mas não foi o único estudante a levar este galardão para casa. Ao todo, a Caltech conta com 34 prémios Nobel e 71 vencedores da Medalha Nacional das Ciências e Tecnologia americana.

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O Presidente americano Richard Nixon durante uma visita à Caltech em 1958. (USC Libraries/Corbis)

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Mas esta universidade não é para quem quer. É para quem pode. É que esta instituição tem apenas 2.181 estudantes e com uma taxa de admissão de 10,6%. A matrícula ronda os 37 mil euros. Mas quem conseguir pagar esta matrícula pode ter a vida feita: as turmas não têm mais de nove alunos e 87% deles terminam os estudos, entrando quase automaticamente no mercado de trabalho e com um salário médio simpático de 59.306 euros/ano.

Talvez seja por isso que a Caltech se mantenha discreta no seu cantinho. Quando se compara com, por exemplo, o conceituado MIT, este centro de estudos do Massachusetts tem seis vezes mais estudantes. E aqui até se paga mais pela matrícula (40 mil euros). A taxa de admissão no MIT é de 8%, mas é sobre um total de alunos bastante maior.

Ou seja, e tal como refere o diário espanhol, esta pode ser uma das explicações para a Caltech ser, há tanto tempo consecutivo, a melhor universidade do mundo. Isto porque, e de acordo com os procedimentos acima referidos, a instituição recebe apenas um pequeno grupo dos melhores estudantes do mundo. Segundo alguns dados do próprio Instituto, 100% dos novos alunos encontravam-se nos primeiros 10% das suas turmas e obtiveram resultados nos exames SAT (o equivalente aos exames finais portugueses) à volta dos 98%. Mas estes “cérebros” não vêm apenas dos Estados Unidos. Um em cada quatro novos estudantes são estrangeiros.

Ela continua discreta e tímida. Mas porque quer. Até aqui, com sucesso: cinco anos no topo.