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O “Think With Google” decorre esta quinta-feira no Pavilhão de Portugal para falar sobre aceleração tecnológica, digitalização das empresas, da internet enquanto pilar do crescimento económico ou da ligação entre a procura e a oferta no mundo digital. Pelo meio, há um workshop específico para falar de e para empreendedores. Porquê? “Porque a Google em Portugal e na Europa está cada vez mais atenta às startups“, explicou Nuno Pimenta, Industry Manager da empresa no país.

“Temos vindo a observar que as ‘tartups se tornam cada vez mais empresas grandes e com grandes necessidades de investimento em marketing online. Tipicamente, tornam-se clientes muito interessantes para empresas como a Google”, adiantou ao Observador.

Mergulhada neste espírito, a Google Portugal já tem parcerias com cerca de 15 startups, como a Uniplaces, zaask, 360imprimir, Science4You ou Chic by Choice. “É parte interessante da nossa operação apoiar estas empresas, que criam mais empregos e alguns altamente qualificados, em muitos países da Europa e sobretudo em Portugal.

Na mesa redonda do workshop desta quinta-feira, Alexandre Barbosa (Faber Ventures), Miguel Santo Amaro (Uniplaces), Sérgio Vieira (360imprimir), Miguel Pina Martins (Science For You), entre outros, vão conversar sobre os desafios e oportunidades dos negócios globais. Porque é isto que a Google procura: startups com ambição global ou, pelo menos, europeu e modelos de negócio que estejam mais virados para o consumidor final.

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“As soluções de publicidade da Google são especialmente indicadas para empresas B2C [que visam o consumidor final] e não para negócios como os da Unbabel ou da Talkdesk, que são grandes startups portuguesas, mas cujos clientes são outras empresas e por isso a sua angariação é mais offline do que online”, explicou Nuno Pimenta.

Além da ambição e do modelo de negócio, há outro aspeto que a Google tem em conta – só faz parcerias com startups que já tenham concretizado rondas de investimento. “Não temos a pretensão de avaliar se uma empresa é boa ou má, porque não temos competência para isso. Se um investidor já tiver posto dinheiro na startup, nós acreditamos na capacidade que ele teve em avaliar a startup“, afirmou.

Sobre a vinda da Web Summit – o maior evento de empreendedorismo e tecnologia da Europa – para Lisboa, diz que a capital portuguesa é cada vez mais vista como um hub bastante relevante a nível europeu. “Temos uma capacidade técnica muito boa, que tem um custo que ainda é relativamente inferior a outros países”, referiu, acrescentando que o evento vai contribuir ainda mais para posicionar Portugal.

Nuno Pimenta chama ainda a atenção para outro aspeto: é preciso estar atento às “startups que estão a ser disruptivas em modelos de negócios em indústrias e setores tradicionais, áreas que estavam até há pouco tempo blindados à entrada de novos concorrentes no mercado”. E o evento desta quinta-feira também quer chamar a atenção das empresas estabelecidas para estes novos atores e para a necessidades que têm de inovar mais e mais rápido.