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O sociólogo Boaventura de Sousa Santos, e mandatário do Livre/Tempo de Avançar em Coimbra, defende que deve haver “espaço para conversa” entre o Bloco de Esquerda e o Partido Socialista e que, na sua opinião, o “Bloco está a querer fazê-lo.” Mas, e segundo defendeu o professor de Coimbra em declarações à TSF, o Livre “provavelmente devia dissolver-se” para se “articular com o Bloco.”

Também ouvido pela TSF, Júlio Machado Vaz tem uma opinião diferente. O psiquiatra e mandatário do partido no Porto concorda que se atenuaram algumas das razões que levaram Rui Tavares e Ana Drago a deixar o Bloco de Esquerda, mas defende uma ponderação dos resultados antes de qualquer decisão.

Por sua vez o líder do partido, Rui Tavares pergunta se estas “manifestações de disponibilidade para a convergência são para durar, ou se são estratégicas ou meramente tácticas.”

Rui Tavares refere ainda que agora é tempo de reflexão e desafia: “quem quiser colocar a questão da continuidade, colocará a questão da continuidade.” Sobre as possíveis conversas com o Bloco, o líder do Livre diz que “a disponibilidade para dialogar está sempre em cima da mesa.”

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