Assunto constante na vida de qualquer pessoa, a depilação não é uma questão de vaidade mas, sem dúvida, de necessidade — de homens e mulheres. E dada a panóplia de formas de retirar os pelos que existe no mercado, é normal existirem dúvidas e mais dúvidas: O que faz bem? O que faz mal? Há contra-indicações? Vai ter reacções na pele? Funciona mesmo?

Se já está habituada aos métodos de depilação temporários — cremes, cera, máquinas e a velhinha e clássica lâmina — não há razões para não passar para os métodos mais definitivos e dar algum descanso à rotina semanal de combate aos pelos. E porque a imagem de um Tony Ramos não representa exatamente aquilo que as mulheres mais gostam, este também é um artigo para os homens.

Laser ou luz pulsada?

Tanto numa como noutra, a remoção do pelo é feita através de fontes de luz. As diferenças estão na maneira como a luz atua. De forma muito prática e sucinta, explicamos a diferença.

Laser

O laser funciona através de uma luz monocromática que é disparada em linha reta dirigida ao pigmento presente no pelo — basicamente, os fotões viajam todos na mesma direção e a luz vai atuar especificamente na zona que se pretende depilar. Ao ter um foco muito preciso é um método eficaz, com resultados logo na primeira sessão. De entre os vários tipos de laser, os mais comuns são o Alexandrite e o Díodo. A grande vantagem do Alexandrite é que pode ser usado tanto em pelos claros como escuros e, ao ter uma espécie de sistema de refrigeração que anestesia a pele durante o tratamento, é menos doloroso que o Díodo. No entanto, o Díodo é mais seguro em pessoas morenas ou de pele escura porque usa energia mais baixa e, ao contrário do Alexandrite, os riscos de queimaduras ou manchas são muito baixos. Na depilação a laser, a remoção é definitiva porque os folículos dos pêlos são destruídos.

Luz pulsada

A luz pulsada, ao contrário do que muita gente pensa, não é considerada depilação definitiva. Aqui, a luz é composta por muitos tipos de fotões (é policromática) que se espalham em todas as direcções. Imagine uma lâmpada no teto, que emite raios em diversas direções e ilumina toda uma divisão — é a luz pulsada. Já uma lanterna, com um foco de luz muito preciso e que ilumina somente a zona para onde apontarmos, é o laser. Isto significa que, ao ter uma luz dispersa, a luz pulsada vai enfraquecer progressivamente os pelos mas não os elimina definitivamente. No entanto, tem a mais valia de ser menos dolorosa (e mais barata) que o laser e os resultados são ótimos para quem não se quer preocupar com os pelos durante um bom período de tempo.

Há riscos?

Estes métodos são simples, porém delicados e podem ter consequências como manchas ou queimaduras — que podem ser drasticamente reduzidos quando os tratamentos são feitos por clínicas e máquinas certificadas. Pessoas com pele muito morena têm de ter cuidado porque a luz pode confundir a melanina da pele com a do pelo e atuar na derme. Mas tanto o laser como a luz pulsada estão cientificamente comprovados como seguros e não trazem quaisquer danos à pele.

Porque são precisas várias sessões?

Porque os pelos não crescem todos ao mesmo tempo. Assim, quando a luz atua na pele vai ter mais eficácia nos pelos que estão na fase de crescimento. A espera de 30 dias entre uma sessão e outra está relacionada com o tempo que os pelos que estão em fase de repouso demoram a passar para a fase de crescimento. Só aí estes serão, então, atingidos pela luz. E isto vale tanto para a luz pulsada como para o laser.

Recomendações a ter

  • Antes e durante as sessões, não se podem “arrancar” os pelos — diga olá aos cremes e às velhinhas lâminas. Para o laser ou a luz pulsada atuarem, os pelos têm de estar presentes e, se os arrancar, não consegue que façam a transição da fase de repouso para a fase de crescimento.
  • Jamais faça descoloração dos pelos porque, para atuar, a luz procura o pigmento.
  • Adie as sessões se tiver irritações, queimaduras, feridas ou outro tipo de lesões.
  • Estes métodos de depilação não devem ser feitos no verão porque a pele bronzeada faz com que a eficácia seja menor (o que implica um maior número de sessões) e porque, após as sessões, a pele não pode ser exposta ao sol.
  • Mesmo que o tratamento não seja feito no verão, o protetor solar é obrigatório após as sessões, principalmente nas zonas que estão sempre expostas, como o rosto.
  • Quer escolha laser ou luz pulsada, procure clínicas e espaços certificados para não correr riscos de danos na pele.

Depilação em casa

Atualmente já existem algumas máquinas no mercado que permitem realizar depilação em casa com toda a segurança, tanto a laser como a luz pulsada. Se ainda tem medo destas “engenhocas”, saiba que têm um dispositivo que, se detetar um tom de pele demasiado escuro ou um risco de queimadura, pára automaticamente a emissão de impulsos de luz.

Nota: os resultados não são visíveis logo na primeira sessão (como nos tratamentos feitos em clínicas) e requerem um intervalo entre as sessões (varia com cada máquina) mas se for persistente e fiel ao tratamento, ao fim de oito semanas (que equivale, mais ou menos, a cinco sessões) vai ver uma pele macia, sem pelos e um retardar do seu crescimento.

Independentemente do tipo de depilação que prefira, reunimos um grupo de sugestões que são úteis a qualquer mulher (e homem) quando o quesito são pelos.

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