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Maria de Belém parece estar a reunir consensos nos jornais desta quinta-feira. O jornal i noticia que Jorge Coelho, ex-braço direito de António Guterres, apoia a candidatura de Maria de Belém às presidenciais de 2016 e que vai fazer parte da Comissão de Honra de Maria de Belém. No Público, Francisco Assis escreve que a socialista contará com o seu apoio e a própria avança ao Diário Económico que o PS tomou uma “boa decisão” ao optar por não apoiar ninguém na primeira volta das eleições.

“A minha decisão já estava há muito tomada. Por razões óbvias não a quis tornar pública até ao domingo passado”, escreveu Francisco Assis na coluna de opinião que detém no Público, acrescentando que face aos resultados das eleições de 4 de outubro, é preciso eleger um Presidente da República oriundo “do espaço político da esquerda democrática e dotado de uma grande capacidade de promover o diálogo entre os múltiplos sectores políticos, sociais e culturais portugueses”.

“Maria de Belém Roseira tem todas as condições para vir a desempenhar de forma exemplar as funções de Presidente da República a que se candidata. Contará, por isso, com o meu apoio”, escreveu Assis.

Já no i, fontes ligadas à candidatura de Maria de Belém afirmaram que Jorge Coelho vai fazer parte da Comissão de Honra de Maria da candidata, que está a ser ultimada até 13 de outubro – dia em que vai ser oficializada a candidatura. Jorge Coelho foi um dos socialistas que defendeu, na noite eleitoral de 4 de outubro, que o PS deveria dar liberdade de voto aos militantes. Na terça-feira, a Comissão Política do PS acabou por decidir o mesmo.

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Ao Diário Económico, Maria de Belém referiu que o facto de o PS não apoiar oficialmente nenhum candidato “permite aos militantes colocarem-se ao lado da candidatura e das propostas presidenciais que melhor os satisfaçam”, acrescentando que já conta com o apoio de Laurentino Dias, Vera Jardim e de Manuel Alegre.

“Acho que é uma boa decisão à primeira volta não haver apoio partidário para que as candidaturas se exprimam livremente e as pessoas adiram livremente sem terem uma carga partidária. O Presidente da República deve estar acima dos partidos”, disse.

Sobre as sondagens que são uma vantagem a Marcelo Rebelo de Sousa, diz que “uma coisa é notoriedade e outra será, à medida que se desenvolvem as campanhas, a avaliação que se faz do seu perfil às funções presidenciais”.