Volkswagen

Líder da Volkswagen nos EUA. Fraude não foi decidida ao nível da administração

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Presidente da VW americana disse no Congresso que a fraude nas emissões de carros a gasóleo não foi uma decisão corporativa. Michael Horn atira responsabilidades para uns programadores na Alemanha.

AFP/Getty Images

Quem decidiu afinal avançar com um esquema de manipulação de emissões nos carros a gasóleo da Volkswagen? Ainda não há uma resposta a essa pergunta, mas o líder do grupo nos Estados Unidos tem uma opinião. “Tanto quanto sei, não foi uma decisão corporativa (decidida em reunião de administração), foi uma coisa feita por alguns indivíduos”. Quem?

Michael Horn, que foi ouvido esta quinta-feira no congresso americano, admitiu que alguns programadores (criadores de software) na Alemanha terão sido responsáveis pela fraude. A resposta não convenceu o republicano Chris Collins. “Rejeito categoricamente o que Volkswagen está a dizer sobre um par de engenheiros desonestos. Vai até muito mais alto do que isso.

Michael Horn reconheceu que é muito difícil de acreditar. O responsável confirmou ainda que foram suspensos três funcionários do grupo alemão por envolvimento no software que manipula os resultados das emissões nos automóveis a gasóleo.

Numa audição que foi marcada por testemunhos de congressistas sobre as suas “histórias de amor” com os modelos mais emblemáticos da Volkswagen, o presidente do grupo nos Estados Unidos admitiu que a VW pode compensar financeiramente os proprietários pela desvalorização do valor de mercados dos seus carros.

E quanto vai custar este escândalo ao construtor alemão? Ainda não se sabe. Horn diz que vai depender das multas aplicadas por agências governamentais, do custo de reparação dos automóveis, para além de eventuais indemnizações aos compradores. A Volkswagen já fez uma provisão de 7,3 mil milhões de dólares (6,5 mil milhões de euros), mas o gestor reconheceu que pode não ser suficiente.

Congressista defende: alguém devia ir parar à prisão

As responsabilidades poderão não ser apenas financeiras. O congressista de New Jersey, Frank Pallone, defendeu que o castigo devia ser mais severo e envolver responsabilidades criminais contra indivíduos e não apenas a empresa. “Alguém devia ir parar à prisão”.

O responsável pelo controlo do ar da agência ambiental EPA admitiu, também perante o Congresso, acusações individuais no quadro do inquérito à manipulação das emissões dos carros da Volkswagen a gasóleo. Phillip Brooks adiantou que pode haver penalizações por danos ao ambiente e na saúde. A EPA, acrescentou, já fez alterações ao programa de testes a veículos para reduzir as probabilidade de fraude no futuro. “Vamos passar a ser imprevisíveis”.

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