A NATO está pronta para enviar tropas para a Turquia e defendê-la contra “qualquer tipo de ameaça”, avançou o secretário-geral da organização, Jens Stoltenberg, esta quinta-feira, conta o The Guardian. A decisão surge depois de a Rússia ter violado o espaço aéreo turco e de a NATO ter considerado que esta violação foi “inaceitável” e um “comportamento irresponsável”.

Esta quinta-feira, antes da reunião dos ministros da Defesa em Bruxelas, Jens Stoltenberg disse que existe uma “escalada das atividades militares russas na Síria preocupante” e que é preciso avaliar as implicações que esta iniciativa tem na segurança da aliança.

 “A NATO já respondeu aumentando a nossa capacidade, habilidade e o nosso estado de preparação para enviar forças para o sul, incluindo a Turquia”, referiu.

Na quarta-feira, a Rússia também disparou pela primeira vez mísseis sobre o Mar Cáspio, tendo a Síria como alvo. O ministro da Defesa russo afirmou que quatro navios de guerra lançaram 26 rockets contra alvos do Estado Islâmico, que passaram por cima do Iraque e do Irão.

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A Turquia tem-se queixado de que o seu espaço aéreo tem sido repetidamente violado pela Rússia, que iniciou uma campanha aérea na Síria contra o Estado Islâmico. Contudo, o Departamento de Estado norte-americano afirma que 90% dos ataques militares russos na Síria não têm tido como alvo o Estado Islâmico ou afiliados terroristas da al-Qaeda, mas sim os grupos que combatem o regime de Assad.

O embaixador norte-americano da NATO, Douglas Lute, disse na quarta-feira que o Kremlin parece estar a tentar forjar uma nova contra-aliança ao eixo ociedental do Golfo, que junta russos, iranianos, iraquianos e o Hezbollah, movimento xiita libanês que é aliado do regime sírio.