478kWh poupados com o Logótipo da MEO Energia Logótipo da MEO Energia
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da MEO Energia

Adere à Fibra do MEO com a máxima velocidade desde 29.99/mês aqui.

Vigília em Luanda pela libertação de ativistas

Este artigo tem mais de 5 anos

Foi organizada uma vigília esta quinta-feira em Luanda pela libertação dos 15 jovens detidos em junho, acusados de tentativa de golpe de Estado. Um dos detidos está em greve de fome há 18 dias.

i

ESTELLE MAUSSION/AFP/Getty Images

ESTELLE MAUSSION/AFP/Getty Images

Dezenas de pessoas concentraram-se em Luanda para pedir a libertação dos 15 jovens ativistas angolanos detidos desde junho e alertando para o estado de saúde de um dos reclusos, em greve de fome há 18 dias.

Em causa está a situação de um grupo de 17 jovens – dois em liberdade provisória – acusados formalmente desde 16 de setembro passado de prepararem uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano, mas sem que haja uma decisão do tribunal de Luanda sobre o prorrogação do prisão preventiva.

“O meu marido está em greve de fome há 18 dias porque está detido ilegalmente, porque as autoridades não fazem o seu trabalho. Já se esgotaram os 90 dias [primeiro prazo máximo de prisão preventiva] e não há uma decisão das autoridades dizendo se mantêm a prisão preventiva por mais 90 dias ou se os libertam com Termo de Identidade e Residência ou com caução, já que a lei assim o permite. Estão constantemente a incorrer em ilegalidades”, disse à Lusa, Mónica Almeida, esposa do músico e engenheiro Luaty Beirão, um dos 15 detidos.

Amigos e familiares dos ativistas juntaram-se hoje nas escadarias da igreja da Sagrada Família, em Luanda, numa vigília com velas e cartazes apelando à libertação imediata dos jovens, com a situação de Luaty Beirão, de 33 anos, a motivar a maior preocupação.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

“Estamos a fazer pressão para que apressem a decisão, seja ela qual for. Isso vai decidir se o Luaty fica vivo ou não. Não podem ficar mudos. O Luaty pode morrer a qualquer momento, está há 18 dias sem comer. Numa greve de fome devia ingerir três litros de água, quando nem meio litro consegue. Os órgãos já começam a deixar de funcionar e todos os dias apresenta um quadro diferente”, disse ainda a esposa, durante a ação de hoje.

A vigília estava prevista para as 18:00 (mesma hora de Lisboa), no largo 1.º de Maio, também em Luanda, mas o local, conforme a Lusa constatou, apresentava hoje um forte aparato policial.

“Não aconteceu nada porque decidimos vir para aqui, sabemos como a polícia é. Viemos para a igreja porque aqui não nos vão tocar”, apontou Mónica Almeida.

De Angola chegam relatos que #Luaty Beirão, detido desde junho, se encontra em estado crítico. O artista conhecido como...

Posted by Amnistia Internacional Portugal on Thursday, October 8, 2015

Além da  vigília, a situação de Luaty Beirão levou a Amnistia Internacional a lançar também uma petição online a favor da  libertação do artista.

A Lusa noticiou, na segunda-feira, o conteúdo do despacho de acusação proferido pelo Ministério Público angolano contra os 17 jovens, alegando que preparavam uma rebelião e um atentado contra o Presidente da República, prevendo barricadas nas ruas e desobediência civil que estes aprendiam num curso de formação.

“Os arguidos planeavam, após a destituição dos órgãos de soberania legitimamente instituídos, formar o que denominaram Governo de Salvação Nacional e elaborar uma nova Constituição'”, lê-se na acusação.

Os jovens negam a gravidade destas acusações, afirmando que se reuniam para discutir política.

“Se o Luaty tiver de permanecer preso mais 10 anos que o digam, não é ficarem mudos. É por isso que ele está em greve de fome, ele tem consciência que pode ficar preso 10, 20 anos, porque sabe que a nossa Justiça não é justa. Mas que o julguem, porque eles não foram condenados”, concluiu Mónia Almeida.

A página está a demorar muito tempo.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Ofereça artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Este artigo só pode ser lido por um utilizador registado com o mesmo endereço de email que recebeu esta oferta.
Para conseguir ler o artigo inicie sessão com o endereço de email correto.