O primeiro aeroporto do mundo alimentado exclusivamente a energia solar situa-se em Cochim, na região de Kerala, no sudoeste da Índia. O aeroporto internacional de Cochim tem um campo com mais de 46 mil painéis fotovoltaicos, que absorvem a luz do sol e a transformam em energia.

Cochim é conhecida dos portugueses por ter sido o local onde morreu Vasco da Gama, em 1524, na sua terceira visita à Índia.  Foi também aqui que foi construída pelos portugueses em 1503, a Igreja São Francisco, a mais antiga igreja europeia na Índia e onde foi inicialmente sepultado o navegador, antes dos seus restos mortais terem sido trasladados para Portugal em 1536, que atualmente estão no Mosteiro dos Jerónimos.

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O aeroporto atingiu a auto-sustentabilidade energética em agosto deste ano

A instalação de painéis solares no aeroporto de Cochim começou em 2013, com a instalação de uma central de energia solar com 400 painéis solares no telhado, refere a BBC. O sucesso desta instalação piloto levou a que a ideia fosse estendida a todo o aeroporto. Em agosto deste ano o aeroporto atingiu a auto-sustentabilidade energética, com a instalação de uma central de energia solar.

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Cochim é o sétimo aeroporto mais movimentado da Índia em termos de número de passageiros transportados e recebe mais de mil voos por semana.

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Atualmente, a central já produz mais energia do que a que o aeroporto consome.

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Antes da instalação dos painéis solares, os gastos com a energia chegavam a atingir os 5.160 dólares (cerca de 4.500 euros) diários

Os elevados custos energéticos do aeroporto motivaram o investimento numa forma de produção de energia alternativa e mais barata, disse V.J. Kurian, diretor do aeroporto, à BBC. O aeroporto de Cochim já se tornou um modelo quer para outras aeroportos indianos, quer para aeroportos internacionais. Uma equipa da Libéria demonstrou interesse em estudar o modelo.

A instalação dos painéis fotovoltaicos custou cerca de 9 milhões e meio de dólares (cerca de 8 milhões e 300 mil euros) e os responsáveis do aeroporto de Cochim pensam saldar o investimento em cerca de seis anos.

Está previsto um alargamento do aeroporto, para janeiro do próximo ano, com uma  nova ala destinada a voos internacionais.  E o desafio será manter a auto-sustentabilidade energética, já que com a extensão prevista será também necessário aumentar o  número de painéis fotovoltaicos, de forma a manter a auto-sustentabilidade energética recém conquistada.