O porta-voz do exército russo, Maj-Gen Igor Konashenkov, avançou este sábado que foram realizados 64 ataques russos a 55 alvos do Estado Islâmico nas últimas 24 horas, conta o The Guardian. As agências de notícias russas explicam que a força aérea tem tido como alvo centros de comandos, comunicações, treino e depósitos de armas.

A Rússia começou a intervir na Síria no final de setembro, sob o argumento de que queria atacar o grupo terrorista Estado Islâmico, mas a explicação está longe de reunir consenso e tem recebido críticas de vários países.

O secretário da Defesa do Reino Unido, Michael Fallon, já firmou que apenas um em cada vinte ataques aéreo tem o Estado Islâmico como alvo. O Departamento de Estado norte-americano tem um discurso semelhante: 90% dos ataques militares têm tido como alvo os grupos que combatem o regime de Assad.

O embaixador norte-americano da NATO, Douglas Lute, disse na quarta-feira que o Kremlin parece estar a tentar forjar uma nova contra-aliança ao eixo ocidental do Golfo, que junta russos, iranianos, iraquianos e o Hezbollah, movimento xiita libanês que é aliado do regime sírio.

Este sábado, o Observatório para os Direitos Humanos da Síria confirmou que os ataques russos atingiram várias zonas do país e o canal de televisão estatal da Síria adiantou que foram mortos vários “terroristas”, termo que é utilizado para descrever todo o tipo de pessoas que se insurjam contra o regime.

As notícias chegam numa altura em que o Pentágono espera iniciar novas conversações com o exército russo sobre a segurança dos pilotos na Síria, durante este fim de semana.