Os Estados Unidos vão indemnizar as vítimas do bombardeamento norte-americano ao hospital dos Médicos sem Fronteiras no Afeganistão, a 3 de outubro, que matou pelo menos 22 pessoas, anunciou o Pentágono.

O exército norte-americano “vai trabalhar com aqueles que foram atingidos” pelo ataque aéreo em Kunduz “para determinar os pagamentos apropriados” e também poderá disponibilizar dinheiro para “reconstruir o hospital”, precisou em comunicado Peter Cook, porta-voz do ministério da Defesa norte-americano.

“O Departamento da Defesa considera importante assumir as consequências deste trágico incidente”, prossegue o texto.

Os Médicos sem Fronteiras no Afeganistão já pediram uma investigação internacional independente e dizem que 33 pessoas ainda estão desaparecidas após o ataque de 3 de outubro, além dos 12 membros da organização e 10 doentes que foram mortos no local.

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O ataque forçou o encerramento do centro hospitalar, que tinha uma importância acrescida nesta região do país assolada pelo conflito e com escassos recursos médicos. O ataque ocorreu poucos dias após a conquista de Kunduz pelos rebeldes talibãs, e quando muitos residentes ficaram feridos na sequência da contraofensiva do exército afegão, apoiada por aviões de combate dos EUA.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já apresentou desculpas aos Médicos sem Fronteiras e admitiu que o ataque foi um erro.