O Presidente russo reiterou que Moscovo não irá enviar tropas terrestres para apoiar as forças do regime de Bashar al-Assad na Síria, país onde a Rússia iniciou, em finais de setembro, uma intensa campanha de ataques aéreos.

“Não temos a intenção de o fazer, e os nossos amigos sírios sabem disso”, respondeu Vladimir Putin, quando questionado pelo canal de televisão russo Rossia 1, sobre um eventual destacamento de soldados russos na Síria.

Segundo o chefe de Estado russo, o objetivo da intervenção militar de Moscovo na Síria é “estabilizar as autoridades legítimas e criar condições para aplicar um compromisso político”.

A Rússia é um aliado tradicional do regime do Presidente Bashar al-Assad e várias vozes têm denunciado que os bombardeamentos russos, que pretendem atingir posições dos ‘jihadistas’ do Estado Islâmico no território sírio, têm também visado os grupos armados que contestam o regime de Damasco.

Apesar das recentes demonstrações por parte do exército russo — que conseguiu pela primeira vez destruir alvos com mísseis de cruzeiros disparados a uma distância superior de 1.500 quilómetros do destino -, Putin afirmou que a Rússia não está envolvida numa “corrida ao armamento” com o Ocidente.

“Não se trata de uma corrida ao armamento. É um facto que as armas modernas estão a melhorar e a mudar. E em outros países, isso acontece ainda mais rápido. É por isso que é necessário mantermo-nos atualizados”, afirmou o Presidente russo.

O Ministério da Defesa russo anunciou que os ataques aéreos conduzidos por Moscovo atingiram 63 alvos na Síria, nas últimas 24 horas, ações que destruíram, entre outros alvos, um posto de comando, posições fortificadas e depósitos de munições.

O ministério russo deu conta também de progressos nas negociações com o Pentágono (Departamento da Defesa norte-americano) sobre a segurança do espaço aéreo sírio, de forma a evitar eventuais incidentes entre os aviões russos e os aviões da coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos.

Desde o início da sua intervenção na Síria, a 30 de setembro, a Rússia realizou bombardeamentos com recurso a aviões de combate e a navios de guerra da frota do mar Cáspio.