As mais de 100 pessoas que estavam neste domingo em vigília junto à igreja das Sagrada Família, em Luanda, pedindo a libertação de 15 ativistas detidos desde junho, desmobilizaram para evitar o choque com a polícia junto ao templo.

A desmobilização aconteceu pelas 20:30 (mesma hora em Lisboa) quando este grupo estava rodeado por dezenas de elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), incluindo um camião para lançamento de água já posicionado em frente – com as ruas envolventes cortadas ao trânsito automóvel – além de brigadas caninas, conforme a Lusa constatou no local, num ambiente de muita tensão.

Na altura, os participantes, em silêncio, envergavam peças de roupa branca, velas e cartazes com dizeres apelando à libertação dos 15 jovens – acusados de prepararem um golpe de Estado – e em solidariedade com o ‘rapper’ e ativista angolano Luaty Beirão, um desses detidos (desde 20 de junho) e que se encontra em greve de fome, há 21 dias.

“Houve uma abordagem da polícia, da parte do comandante provincial da PIR, para desmobilizarmos. Após algum tempo tivemos que sair para evitar o choque, porque havia crianças e idosos na vigília”, explicou no local à Lusa Pedro Pedrowski, ativista e um dos elementos que participava na vigília de hoje, a quarta consecutiva e a primeira a ser alvo deste aparato policial.