O ataque terrorista de sábado, em Ancara, que vitimou pelo menos 97 pessoas, ainda não foi reivindicado por nenhum grupo mas o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu, diz que o Estado Islâmico é o principal suspeito. O ataque foi causado por dois bombistas suicidas, homens, que interromperam uma marcha pela paz.

Segundo a BBC, Davutoglu afirmou em entrevista a uma cadeia televisiva turca que o atentado foi uma tentativa de influenciar as eleições de 1 de novembro, que se seguirão às eleições infrutíferas que aconteceram em junho.

A maior parte das vítimas pertencia ao partido HDP, pró-curdo. A manifestação pedia o fim da violência entre as forças do governo turco e os rebeldes do partido curdo PKK. O partido irá, agora, cancelar todas as iniciativas de campanha eleitores.

Os números oficiais apontam para 97 mortos mas um dos grupos organizadores da marcha diz que há, na realidade, 128 mortos a lamentar. É o atentado mais mortífero da História moderna da Turquia.

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A manifestação foi convocada por vários sindicatos e ONG, depois de o exército turco e os rebeldes curdos do PKK terem interrompido uma trégua de três anos e terem retomado os combate em julho.

Esta dupla explosão acontece três meses depois de um atentado suicida, atribuído ao grupo jihadista do Estado Islâmico, que fez 32 mortos entre os militantes da causa pró-curda. E as vítimas eram sobretudo ativistas que se iriam juntar à marcha a favor da paz.