O Estado português está a ter dificuldades em conseguir, junto dos bancos credores, reestruturar os prazos da dívida bancária de 647 milhões de euros acumulada pela TAP, noticiou na noite de segunda-feira a TVI. Esta é uma condição essencial, prevista no contrato de venda, para que a privatização avance e a transportadora seja vendida ao consórcio Gateway. Mas os bancos estão receosos, sobretudo tendo em conta a incerteza em torno da formação de governo.

O contrato de venda da participação de controlo da TAP ao consórcio Gateway – constituído pela Azul de David Neeleman e Humberto Pedrosa, dono da Barraqueiro –prevê que no espaço de um ano (a contar desde junho) o Estado promovesse o prolongamento dos prazos da dívida bancária da TAP. Mas segundo fonte do Executivo citada pela TVI, ainda não há um acordo com os bancos. Entre as instituições em causa estão a Caixa Geral de Depósitos, o BCP, o BIC e o Deutsche Bank.

Os bancos estrangeiros credores da TAP são, precisamente, aqueles que estão mais receosos quanto ao futuro e, portanto, preferem ser reembolsado o quanto antes. Um dos fatores que pesa na decisão é a possibilidade de António Costa – que garantiu que iria fazer o possível para anular o negócio se fosse eleito – vir a liderar a formação de um novo governo.