O futuro é eléctrico“. Esta é uma das principais mensagens do comunicado que a Volkswagen divulgou esta manhã e que traça um plano para recuperar o grupo alemão após o escândalo das emissões poluentes. Para fazer face às consequências financeiras, o grupo alemão anuncia que irá reduzir em cerca de mil milhões de euros por ano os investimentos e que vai “acelerar o programa de eficiência”.

“Estamos a trabalhar à máxima velocidade para resolver os problemas”, lê-se na conclusão do comunicado que a Volkswagen divulgou esta manhã de terça-feira, 13 de outubro. “Várias vezes na sua História, a equipa Volkswagen provou que consegue manter-se unida e concentrada na definição do fruto, especialmente quando os tempos são difíceis”, escreve Herbert Diess, presidente do conselho de administração do grupo. “Acabámos de lançar as bases” para esse futuro, afirma o responsável.

O conselho de supervisão adianta que vai promover uma “reorientação da estratégia diesel com as tecnologias mais avançadas” e lançar o “desenvolvimento de uma arquitetura estandardizada de motores elétricos para carros de passageiros e pequenos veículos comerciais”. A próxima geração do topo de gama Volkswagen Phaeton terá, também, uma “nova abordagem”: terá “um motor puramente elétrico com capacidade de distâncias longas”.

VW_Phaton_(2._Facelift)_–_Frontansicht,_7._Mai_2011,_Düsseldorf

O “topo de gama” Volkswagen Phaeton vai ter uma “nova abordagem” na próxima geração: será elétrico.

Nos carros a diesel, “o mais rapidamente possível” apenas os motores com tecnologia SCR e AdBlue serão utilizados, tanto na Europa como nos EUA. “Os veículos a diesel [que estiveram na origem deste escândalo] serão equipados com sistemas de escape que usam a melhor tecnologia ambiental”, garante a empresa.

A Volkswagen garante que irá haver um “enfoque” nos automóveis híbridos com autonomia cada vez maior, com motores elétricos que façam até 300 quilómetros.

Para fazer face às consequências económicas do escândalo, a Volkswagen garante que irá poupar com o aumento da eficiência e a redução dos custos fixos. Mas a principal poupança será feita com a “prioritização dos projetos para o futuro”, que passará por um corte de mil milhões de euros (por ano) nos investimentos previstos.