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O governo de Israel vai bloquear a zona palestiniana no leste de Jerusalém e dar ordem às forças policiais para demolirem as habitações dos “atacantes”. Uma eventual reconstrução das casas é inviável, avança a CNN. Depois de vários ataques a civis, o governo vai destacar, também, mais 300 polícias para controlarem os transportes públicos.

“São passos importantes na luta contra o terrorismo que vamos implementar logo que possível”, disse o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

A comunicação das novas medidas de segurança surge depois de John Kerry ter afirmado que se ia deslocar ao Médio Oriente na sequência dos ataques.

Na semana passada, o gabinete de Netanyahu já tinha anunciado que cerca de 1600 polícias seriam mobilizados para Jerusalém – onde se deram muitos ataques – assim como distribuídos por vários pontos do país. A medida, dizia o gabinete do primeiro-ministro, era preventiva e dissuasora.

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Mas A Human Rights Watch (HRW) já se manifestou e condenou as novas medidas de segurança anunciadas: “Fechar o leste de Jerusalém vai impedir a liberdade de movimento de todos os palestinianos residentes, em vez de ser uma medida de resposta a um conceito específico”, disse Sari Bashi.

“Os recentes ataques a civis em Israel são um desafio para qualquer força policial, mas implementar uma política punitiva de destruição de habitações é uma resposta horrível e doentia”, acrescenta a HWR.

A resposta de Israel surge depois dos vários ataques contra civis, esta terça-feira, que resultaram na morte de três pessoas e em vários feridos. Os guerrilheiros atacam com punhais, facas e armas de fogo e Israel acredita que são braços de células terroristas palestinianas.

“O Hamas dá a benção às heróicas operações em Jerusalém”, escreveu o grupo no Twitter depois dos ataques de terça-feira.