O site neozelandês Villainesse criou uma campanha chamada “My Body, My Terms”, ao género de hashtag, e mais não quer do que partilhar pelas redes sociais os testemunhos de quem viu a sua imagem devassada, ou por ter fotografias íntimas a circular na internet, ou por, em algum instante da sua vida, ter gravado (ou sido gravado) um vídeo de cariz sexual, que também ele, a contragosto, acabou a ser visto por milhões de pessoas.

Um terceiro caso, comum, é o das violações. Em qualquer dos casos, com maior ou menor gravidade, as vítimas acabam por ver o seu corpo e a sua intimidade observados por terceiros, culpabilizando-se por isso.

O Villainesse pediu a anónimos ou personalidades públicas neozelandeses que se despissem por uma causa: a da violência sexual. Muitos são também os casos de quem, corajosamente, como a actriz Teuila Blakely, partilham, em vídeo, a sua experiência. Teuila filmou-se a ter relações sexuais com o jogador de râguebi Konrad Hurrell, e quando o vídeo acabou a circular na internet, foi vilipendiada nas redes sociais, em toda a parte, e teve que vir a público pedir desculpas pelo vídeo.

Como o caso de Teuila Blakely há vários, mais ou menos anónimos, que acabam por marcar, social e psicologicamente a vida das vítimas — muitas delas, homens ou mulheres, chantageados por terceiros.

A campanha #Mybodymyterms sugere 11 tópicos para contrariar a violência sexual:

  • O consentimento sexual deve ser livre e não condicionado;
  • Se não estás seguro de que o teu parceiro consente uma relação sexual, não o faças;
  • As pessoas que são menores de idade ou estão inconsciente não podem dar o seu consentimento;
  • Não se pode ter relações sexuais sem consentimento. Sem consentimento é uma violação;
  • A única pessoa culpada por uma violação é o violador;
  • Partilhar imagens e vídeos privados sem consentimento é crime;
  • O sexo não é “errado”;
  • As mulheres que têm relações sexuais não são “prostitutas”;
  • As mulheres que tiram fotos intimas e as partilham com alguém não são “prostitutas”;
  • Os homens que tiram fotos intimas e as partilham com alguém não são “prostitutos”. Não merecem ser ridicularizados.