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Legislativas 2015

PS-Açores contra César, defende Governo da direita. PSD ressuscita César de 96

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Vasco Cordeiro acha que Passos deve ser primeiro-ministro. PSD recupera eleições regionais de 1996, quando César ganhou mas a direita estava em maioria. Sampaio deu posse a César (que agradeceu).

EDUARDO COSTA/LUSA

O PS-Açores desalinhou com António Costa (e com o ex-presidente do Governo dos Açores, Carlos César), defendendo que quem deve tomar posse é a coligação de direita – que foi quem teve mais votos. “Mais importante dos que os resultados de construções tecnico-jurídicas é o respeito pela vontade do povo e a vontade do povo foi clara nos Açores e a nível nacional”, afirmou Vasco Cordeiro, presidente do governo regional dos Açores e líder do PS-Açores, à Antena 1 Açores.

A posição dos socialistas açorianos aparece no momento em que também o PSD apontou um caso passado nos Açores, em 1996, como exemplo do que deve agora acontecer a nível nacional.

Matos Correia, vice-presidente do PSD, lembrou esta sexta-feira as eleições regionais de 96, em que o PS teve 45% dos votos, e o PSD 41%, acabando os dois partidos com 24 deputados. Nessa altura, o Presidente da República Jorge Sampaio empossou o PS, dando assim posse ao partido mais votado. Nessa altura o líder do PS (e do Governo Regional) era Carlos César, o atual Presidente do PS que tem acompanhado António Costa e defendido que o PS pode formar Governo, se tiver apoio maioritário na Assembleia com apoio do Bloco de Esquerda e PCP.

Pouco depois das eleições, César haveria de tomar posse perante a Assembleia eleita, com um discurso em que defendia claramente a opção do Presidente da República pelo seu governo, ainda que minoritário: “Não obstante as particularidades que estão na origem da composição e distribuição de mandatos pelos grupos e pela representação parlamentar nesta Legislatura, as eleições regionais do passado dia 13 de Outubro conferiram ao PS uma vitória suficientemente esclarecida para suscitar a sua indigitação unânime para a constituição e condução do novo Governo. É bom que não nos esqueçamos deste ponto de partida”.

César, de resto, dizia que essa sua minoria não era um facto “inultrapassável”. “O Governo não se sente condenado compulsivamente ao diálogo. Nenhum partido está isento da sua corresponsabilidade no processo político que agora se inicia (…) Não seremos nunca prisioneiros de compromissos que desvirtuem esse mandato, como não cultivaremos comportamentos de intransigência que prejudiquem o interesse regional.”

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