O Ministério Público suspeita da intervenção de Armando Vara em mais dois negócios com José Sócrates no Algarve, beneficiando da influência que o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) tinha no banco estatal. Vara terá sido intermediário do ex-líder do Partido Socialista para que Sócrates recebesse comissões nos negócios, avança o Correio da Manhã (link indisponível).

As suspeitas do MP referem-se a dois financiamentos a empreendimentos, além do que terá acontecido em Vale do Lobo, e que terão resultado em elevadas quantias de dinheiro destinadas ao ex-primeiro-ministro. Como o dinheiro foi localizado, explica o jornal, a consolidação de provas permitiu a libertação dos principais arguidos da Operação Marquês. José Sócrates, Armando Vara e Carlos Santos Silva eram os únicos arguidos, de um total de nove, que o juiz de instrução mantinha em prisão domiciliária.

O CM refere ainda que tanto José Sócrates como Armando Vara terão começado a alterar a forma como transferiam dinheiro, a partir de finais de 2009, quando Vara foi chamado ao Tribunal de Instrução Criminal de Aveiro para ser constituído arguido no processo Face Oculta. Por esta altura, o ex-administrador da CGD terá fechado uma conta na Suíça, ao mesmo tempo que Carlos Santos Silva também terá começado a alterar os procedimentos nas suas próprias transferências de dinheiro.