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A I Guerra Mundial já havia terminado há quase onze anos e os Estados Unidos ainda viviam a prosperidade dos loucos anos ’20, depois de se terem consagrado como grande exportador de material de guerra para a Europa. Esta continuava em ruínas, enquanto os americanos se tornavam consumistas e o mercado de ações se valorizava dia após dia. 

Mas a dado momento do ano de 1929 os investidores aperceberam-se que todos os gráficos económicos que tinham subido incessantemente estavam a chegar a um ponto em que só poderiam descer. E retraíram-se, perante os sinais de uma produção superior à procura que causava a acumulação de excedentes. As ações começaram a ser vendidas ao desbarato, o ritmo do crescimento económico abrandou e depois entrou em queda livre. 

Naquela quinta-feira fatal a vida nos países industrializados mudou. A 24 de outubro de 1929, as ações sofreram uma queda abrupta nos seus preços que causaram uma descida de 11% no valor das bolsas. O pânico instalou-se em Wall Street e passou a ter um nome: Quinta-Feira Negra. E entrou-se na Grande Depressão.

Nunca até hoje o mundo assistiu a uma crise tão profunda e prolongada como a Grande Depressão, que começou a partir desse crash nas bolsas de Wall Street e só terminou com a II Guerra Mundial. Pelo meio, o poder de compra dos norte-americanos caiu a pique e causou o desinteresse dos mercados e dos investidores no país. A indústria, que era o pilar do desenvolvimento económico dos Estados Unidos, degradou-se com o passar do tempo e muitas empresas entraram em falência. Com elas, ruíram também inúmeros postos de trabalho.

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Em 1933, havia perto de 15 milhões de desempregados num país com 126 milhões de habitantes e metade dos bancos encerrados. Franklin D. Roosevelt, então presidente dos Estados Unidos, tentou atenuar a situação com a implantação de medidas sociais (criou aquilo que são hoje os centros de emprego). Vivia-se em extrema pobreza.

Durante aqueles tempos, Roosevelt considerou útil documentar as consequências da Grande Depressão que os norte-americanos viviam na pele. Entre 1935 e 1945, vários fotógrafos de renome correram os Estados Unidos e recolheram 170 mil fotografias de todas as realidades, tanto em ambiente urbano como rural. As imagens foram agora publicadas na Internet pela Library of Congress (Biblioteca do Congresso), a par da Universidade de Yale.

A partir da ferramenta Photogrammer pode correr todos os estados dos EUA e encontrar todas as imagens disponibilizadas pela Farm Security Administration and Office of War Information. O Observador escolheu 32, que pode explorar na fotogaleria.