“Podemos fazer muito mais”, foi assim que Joe Biden terminou o discurso que mais parecia de candidatura do que um desmentido da corrida do vice-presidente à Casa Branca. Ao lado de Obama, Biden disse que não vai concorrer ao cargo de presidente dos EUA, mas avisa que não vai ficar calado, até porque foi em funções públicas que encontrou o propósito para a sua vida.

O vice-presidente dos Estados Unidos afirmou que o filho Beau, falecido há poucos meses com um cancro no cérebro, foi a sua “inspiração”, mas considerou que não poderia fazer uma campanha para a presidência. “Infelizmente, eu acredito que já não vamos a tempo, não vamos a tempo de montar uma campanha vencedora”, anunciou Joe Biden, pondo assim fim a uma suspeita que se arrastava há meses e agitava Washington.

“Eu não vou estar em silêncio, Vou falar claramente e energicamente… fazendo o ponto de situação de onde estamos e quem somos como nação”, afirmou Joe Biden nos jardins da Casa Branca, ladeado por Barack Obama e pela sua mulher, Jill Biden. O vice-presidente apelou ainda a democratas e republicanos para terminarem com a divisão política que “está a partir o país”. “Eu não acredito, como muitos, que os republicanos são os nossos inimigos. Eles são a nosso oposição, não os nossos inimigos”, assinalou Biden.

O vice-presidente passou o fim de semana com a família no estado do Delaware, tendo em vista decidir o seu futuro político. Apesar de alguns comentadores e analistas considerarem que este é ponto final de Joe Biden na política, que já conta com um histórico de 40 anos, outros acreditam esta desistência de Biden pode não ser final e o número dois de Obama pode entrar em ação, caso Clinton falhe a nomeação do Partido Democrata.

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