A organização WikiLeaks divulgou um conjunto de arquivos que roubou aparentemente da conta de email privada do Diretor da CIA, John Brennan. Os emails são de 2007, 2008 e 2009, altura em que John Brennan ainda não chefiava o serviço de informações norte-americano, segundo o The Washington Post.

As mensagens divulgadas, conta a Business Insider, incluíam um texto em que o atual diretor da CIA descrevia os seus pontos de vista sobre o Irão e algumas recomendações dirigidas ao atual Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que deveria assumir funções em janeiro de 2009.

Os arquivos, segundo o The Washington Post, terão sido roubados da conta de email pessoal de Brennan, por um hacker que diz ter enganado a Verizon e o serviço AOL de suporte técnico. A Wikileaks anunciou através da sua conta no Twitter, a divulgação dos arquivos. 

“A pirataria do email da família Brennan é um crime e a família Brennan é uma vítima”, defende a CIA, em comunicado. “Os acervos eletrónicos particulares da família Brennan foram roubados com uma intenção maliciosa e agora estão a ser distribuídos em toda a web. Este ataque é algo que poderia acontecer a qualquer um e deve ser condenado, e não deve ser promovido”.

O arquivo divulgado inclui informações completas sobre a carreira de Brennan na CIA, mostrando, por exemplo, que ele serviu como chefe de estação da agência na Arábia Saudita a partir de novembro de 1996 a julho de 1999. Esse é o documento mais detalhado, que apresenta pormenores de todos os colaboradores mais próximos de Brennan, bem como dados sobre todos os membros da família.

Outros documentos revelam ainda detalhes sobre os desafios da política externa em relação ao Irão, que o autor descreve como um patrocinador do terrorismo, lamentando apesar disso a “rotulagem gratuita do Irão como parte de um eixo do mal “. Também foram divulgados arquivos em que se fazem referência às práticas de tortura, nomeadamente uma lista de práticas interditas, como a simulação de afogamento ou as falsas execuções.