19 espetáculos de outros tantos grupos de teatro compõem a 19.ª Mostra de Teatro de Almada, a decorrer de 12 a 19 de novembro, e que abre com “O grito” de Herberto Helder, informou esta sexta-feira a organização.

Ao todo são 12 salas de espetáculo a acolher esta edição da Mostra, que vai apresentar dez peças em estreia, e que, pela primeira vez, se expande para coletividades de localidades vizinhas, como a Recreios Desportivos, na Trafaria, ou o auditório da associação Gandaia, na Costa da Caparica, acrescentou a organização.

Em Almada, as salas que acolhem o certame são Teatro-Estúdio António Assunção, Teatro Municipal Joaquim Benite, Auditório Fernando Lopes-Graça, Casa da Cerca, Solar dos Zagallos, Cineteatro da Academia Almadense, Incrível Almadense, Auditório Pluricoop da Associação Cultural Manuel da Fonseca e a extinta Escola Primária Conde Ferreira.

“O grito”, de Herberto Helder, pelo coletivo O Grito, encenada por Anabela Neves, abre a mostra, no dia 12, no Teatro-Estúdio António Assunção.

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A repressão, a inclusão, o sentido da vida, a ciência e a matemática são, segundo a organização, temas comuns a muitas das peças que fazem parte da programação, em criações próprias ou coletivas de autores lusófonos como Eça de Queirós, Herberto Helder, Millôr Fernandes e Mia Couto.

Da dramaturgia internacional clássica e contemporânea, a mostra exibirá peças de autores como Aristófanes, Anton Tchekov, Blaise Cendrars, Elfriede Jelinek, José Cedena, Rafael Mendizábal e Edwin Abbott.

“Contos negros para os filhos dos brancos”, de Cendrars, “A morte e a donzela”, de Jelinek, e “Quarto para raparigas”, a partir de Tchekov, contam-se entre as peças a estrear.

Além de espetáculos, a mostra propicia ainda outras atividades como exposições e tertúlias dedicadas ao teatro e sua relação com a pedagogia assim como uma oficina subordinada ao tema “Construção da personagem”.

A mostra é uma iniciativa anual da Câmara de Almada em conjunto com os grupos de teatro que desenvolvam atividade no concelho.