A maior fotografia astronómica de todos os tempos tem 46 mil milhões de píxeis – os pequenos pontos (neste caso, pequeníssimos) que compõem as imagens digitais. E quanto mais píxeis, maior a definição da imagem. E imaginar que já ficamos satisfeitos com os 10 ou 20 megapíxeis (10 ou 20 milhões de píxeis) das nossas máquinas fotográficas ou smartphones

Clique aqui ou aqui e faça zoom, zoom, zoom. Depois scroll, scroll, scroll. Agora, é só deixar-se maravilhar.

Esta gigantesca fotografia da Via Láctea foi criada a partir de 268 imagens individuais da galáxia, incluindo o Sol e a Terra, capturada noite após noite ao longo de cinco anos com os telescópios do deserto do Atacama, no Chile, referiusite Space.com. Juntar estas fotografias levou várias semanas e o resultado foi um ficheiro com 194 gigabytes. Mas se lhe parece muito, fique sabendo que é quase nada, pelo menos segundo o Wired que refere que existiram sete biliões de vezes mais estrelas que não foram retratadas.

Os astrónomos da Universidade Ruhr de Bochum (Alemanha) encontraram 64.151 fontes de luz variáveis, das quais 56.794 nunca tinham sido observadas. O objetivo é conseguir detetar qualquer alteração na Via Láctea comparando as fotografias que forem sendo tiradas com esta “superfotografia”.

A nova fotografia vem bater o recorde da fotografia da galáxia Andrómeda, a mais próxima da Via Láctea, divulgada em janeiro. Na altura foi surpreendente, como deu a entender o site Earth Sky, com os seus 1,5 mil milhões de píxeis, armazenada em 4,3 gigabytes. Neste caso juntaram-se 411 imagens registadas pelo Telescópio Espacial Hubble e cerca de 100 milhões de estrelas.