Até ao momento, os Estados-membros da União Europeia disponibilizaram 854 casas para refugiados e recolocaram 86. O balanço, noticiado pelo El Mundo, foi feito, esta sexta-feira de manhã, pela porta-voz da Comissão Europeia, Natasha Bertaud, que não detalhou o destino destes 86 refugiados, mas o diário espanhol revela que várias dezenas foram acolhidas na Suécia e cerca de 20 na Finlândia.

O principal porta-voz da Comissão Europeia, Margaritis Schinas, fez questão de se antecipar às possíveis questões que pudessem surgir em torno deste número, relativizando a demora – “Não se trata de um atraso de dois anos” – e esclarecendo que a “realidade é muito mais complexa”. 

“O programa começou há apenas um mês. Falar de infrações e sanções é precipitado”, reiterou Schinas, acrescentando ser “cedo para falar de mecanismos para o cumprimento das decisões”.

É que a logística para recolocar os refugiados é complexa. Além de serem necessários centros específicos, recursos e profissionais, é ainda preciso criar planos de integração, assistência social e recrutar tradutores.

Lembre-se que no mês de julho, os Estados-membros aceitaram parte da proposta feita em maio pela Comissão para aceitar 20 mil refugiados, num sistema de quotas. Meses mais tarde, em setembro, os Estados-membros acabaram por aceitar redistribuir mais 120.000 pessoas chegadas a Itália e à Grécia, perfazendo um total de 160 mil refugiados.

Também, esta sexta-feira, se soube que a Alemanha quer políticas comuns europeias mais ambiciosas em relação à crise dos refugiados que tem assolado o continente europeu. 

Segundo dados do Eurostat, a 30 de junho quase 600 mil pessoas aguardavam resposta ao pedido de asilo na Europa, escreve o El Mundo.