Empreendedorismo

Startup portuguesa vence competição europeia de energia sustentável

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Startup de André Moura venceu o concurso europeu do evento anual da KIC InnoEnergy. A Pro-Drone utiliza um drone para inspecionar turbinas eólicas e fazer frente ao vento, ondas e correntes marítimas.

André Moura quer avançar com a segunda ronda de investimento no início do próximo ano

Getty Images

André Moura trabalhou na turbina eólica flutuante da EDP, ao largo da Aguçadoura, durante dois anos, até que decidiu lançar a Pro-Drone, uma startup que presta um serviço integrado de inspeções para turbinas eólicas, através de um veículo aéreo não tripulado, ou seja, de um drone. Na quinta-feira, venceu a competição internacional da KIC InnoEnergy, empresa europeia dedicada à promoção da inovação, empreendedorismo e educação no setor da energia sustentável, em Berlim. Estavam a concurso mais de 100 empresas europeias. 

A Pro-Drone é uma das quatro empresas apoiadas pela representação da KIC InnoEnergy, em Portugal. No evento anual da empresa, o Business Booster, além da startup de André Moura, estiveram presentes as portuguesas IsGreen, Ionseed e RVE.Sol. Mas foi o jovem licenciado em Biologia Marinha e Oceanografia, pela Universidade de Southampton, que venceu o concurso de melhor pitch (apresentação do projeto): recebeu 10.000 euros e vai representar a KIC InnoEnergy, no EIT Venture Award em 2016, promovido pelo European Institute of Innovation & Technology

André Moura despediu-se, quando reparou nos problemas que existiam no acesso à turbina da EDP, por causa de condições impossíveis de controlar, como ondas, ventos e correntes do mar. Foi a partir desta necessidade que começou a desenvolver a tecnologia da Pro-Drone e que integra três componentes: um drone, o desenvolvimento de um algoritmo de voo, que permite que este voe tendo em conta a forma mais apropriada para cada objetivo e um software que permite tratar os dados que o drone recolhe. 

Atualmente, trabalham na empresa quatro pessoas e André está focado no desenvolvimento do protótipo, conta ao Observador, para que possam avançar com a primeira ronda de investimento fora do fundo da KIC, entre 600 mil e 750 mil euros, no início do próximo ano. “A minha prioridade agora é captar investimento. Vamos participar na call da Portugal Ventures e também fizemos vários contactos com investidores, durante o Business Booster”, explica. 

A KIC InnoEnergy tem sede na Holanda e escritórios localizados na Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Espanha, Portugal, Polónia e Suécia. Os 27 acionistas desenvolveram um plano industrial de sete anos para mobilizarem 700 milhões de euros em recursos. O Business Booster é o evento anual da empresa. 

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