O Tribunal Judicial da Província de Sofala, centro de Moçambique, aplicou duras penas a quatro réus por envolvimento em dois sequestros entre 2014 e 2015 na cidade da Beira, noticiou hoje a imprensa moçambicana.

O juiz condenou na terça-feira os réus com penas que entre dez e 22 anos de prisão.

O grupo pedia entre 800 mil meticais (16 mil euros) e 2,5 milhões de meticais (53 mil euros) aos familiares de dois menores sequestrados respetivamente em fevereiro de 2014 e em janeiro de 2015.

A quantia exigida pelos supostos sequestradores foi usada posteriormente para a construção de mansões e aquisição de viaturas, o que também contribuiu para identificação dos membros do grupo.

Segundo relata hoje a imprensa moçambicana, os réus, ao aperceberem-se de que estavam sob vigilância policial, ainda venderam os bens como forma de evitar suspeitas, mas mesmo assim acabaram presos.

Uma das vítimas, segundo a acusação, foi aliciada através da rede social Facebook por um dos elementos do grupo, que usava um nome falso, propondo um encontro.

Apenas um dos acusados admitiu os crimes, tendo os restantes negado o seu envolvimento e ainda referido que o confessor sofria de perturbações mentais, o que, segundo o tribunal, não ficou provado.