O Deutsche Bank, maior banco alemão, anunciou esta quinta-feira que vai cortar 35.000 postos de trabalho nos próximos dois anos e sair na totalidade de 10 países. Portugal não está incluído.

Argentina, Chile, México, Peru, Uruguai, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Malta e Nova Zelândia são os países afetados pela reestruturação, chamada “Estratégia 2020”. O Brasil também vai perder atividades de trading, que serão desviadas para outros locais.

De acordo com o comunicado do banco, nove mil pessoas do grupo vão ser despedidas e seis mil colaboradores externos vão ser dispensados. Com a alienação de ativos, o grupo espera ainda cortar 20.000 postos de trabalho nos próximos 24 meses e poupar 3,4 mil milhões de euros até 2018. O país mais afetado será a Alemanha.

John Cryan, o novo presidente, não tem tido vida fácil, com o grupo a apresentar prejuízos de 4.647 milhões de euros no primeiro semestre do ano. Por nessa razão, os acionistas não vão receber dividendos nem este ano, nem em 2016.