O Governo de Cabo Verde vai assinar um acordo com a Fundação Gulbenkian para fazer rastreios aos cancros do colo do útero e da mama a 100 mil mulheres, anunciou esta sexta-feira a ministra da Saúde.

Segundo a ministra-adjunta e da Saúde de Cabo Verde, Cristina Fontes Lima, o acordo, que será assinado em novembro, prevê também a compra de equipamentos, não apenas para diagnóstico, mas também para tratamentos.

A ministra, que falava aos jornalistas durante uma cerimónia para assinalar o Dia Internacional da Prevenção do Cancro de Mama, disse que, no âmbito do referido acordo, será possível fazer rastreios ao cancro da mama e do colo de útero a entre 50 mil a 100 mil mulheres.

“É preciso fazermos o registo e rastrear porque a principal intervenção é a intervenção precoce. Portanto o rastreio é fundamental”, disse citada pela agência cabo-verdiana de notícias Inforpress.

Cristina Fontes Lima anunciou ainda para o próximo ano a introdução da vacina HPV para a prevenção do cancro do colo de útero, adiantando que falta apenas definir a faixa etária em que a vacina deve ser introduzida.

O cancro é a segunda causa da morte em Cabo Verde e das doenças com maiores níveis de envio de doentes para o exterior.

Entre os cancros, o cancro da próstata é o que mais mata no país, seguido do cancro do aparelho digestivo e o cancro do colo de útero.