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Netanyahu diz que nunca quis absolver Hitler, mas acusa líder palestiniano de ser "um criminoso de guerra"

Depois de ter alegado que Al-Husseini teria convencido Hitler a recorrer à "Solução Final", Netanyahu explica, agora, que nunca quis absolver o alemão. Mas não esquece o papel do Mufti no Holocausto.

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Grande Mufti foi "um criminoso de guerra que colaborou com os nazis", escreveu Netanyahu

JIM HOLLANDER/EPA

Grande Mufti foi "um criminoso de guerra que colaborou com os nazis", escreveu Netanyahu

JIM HOLLANDER/EPA

Quase dez dias depois de ter afirmado que o Grande Mufti Haj Amin al-Husseini da Palestina teria sido o grande responsável pelo plano de extermínio de seis milhões de judeus, Benjamin Netanyahu veio, de alguma forma, retratar-se publicamente. Num texto publicado no Facebook, o primeiro-ministro de Israel quis deixar claro que nunca tentou “absolver Hitler” e que foram, de facto, os nazis os responsáveis pela “Solução Final”. Ainda assim, não deixou de acusar o antigo líder religioso palestiniano de ser “um criminoso de guerra” que colaborou ativamente com a causa nazi.

Na origem desta polémica estão as palavras de Netanyahu durante o Congresso Mundial Sionista, a 20 de outubro. Na altura, o líder israelita descreveu uma alegada conversa entre Hitler e o Grande Mufti para, assim, atribuir grande parte da responsabilidade do Holocausto ao palestiniano. Nessa reunião, segundo a versão do primeiro-ministro israelita, Hitler terá dito que não queria exterminar os judeus, mas sim expulsá-los. Haj Amin terá então dito que “se os expulsarmos, eles virão todos para aqui (Palestina)”, o que fez com o que Hitler pedisse orientação ao Grande Mufti: “O que é que hei-de fazer com eles?” E a resposta terá sido: “Queime-os”. Uma versão já desmentida, de resto, pelo Times of Israel, aqui.

Ora, na sexta-feira, Netanyahu fez questão de esclarecer a questão. “Nunca tive a intenção de absolver Hitler da responsabilidade pelo Holocausto. Hitler e os líderes nazis são responsáveis pelo assassinato de seis milhões de judeus. A decisão de passar de uma política de deportação de judeus para a ‘Solução Final’ foi tomada pelos nazis e não esteve dependente de influência externa. Os nazis viram no Mufti um colaborador, mas eles não precisaram dele para escolherem [um caminho de] destruição metódica de judeus europeus, que começou em junho de 1941″.

“Ainda assim”, continua Netanyahu, “o Mufti foi um dos que apoiaram a causa nazi. Durante a guerra, [Al-Husseini] conduziu as suas atividades a partir de Berlim, disseminando propaganda antissemita em nome dos nazis, recrutado muçulmanos para as SS, exigindo aos nazis que, depois de conquistarem o Médio Oriente, destruíssem a pátria judaicaopondo-se vigorosamente à emigração de judeus – mesmo de crianças – do inferno nazi”, sabendo que estariam condenados.

O primeiro-ministro israelita explica, por isso, que nunca teve a intenção de desresponsabilizar Hitler. Queria, antes, pôr a nu a “abordagem assassina” de Al-Husseini. As interpretações que foram feitas posteriormente são um “absurdo“, queixa-se Netanyahu.

A terminar, o líder israelita insiste na tese de que o Grande Mufti foi “um criminoso de guerra que colaborou com os nazis e que se opôs à criação de Estado judaico” e critica o facto de Al-Husseini continuar a ser uma figura “icónica” entre os líderes palestinianos, o que diz muito das verdadeiras intenções da Palestina. 

אני מבקש לחדד ולהבהיר את דבריי בעניין הקשר בין המופתי חאג' אמין אלחוסייני לנאצים. בשום אופן לא הייתה לי כוונה לפטור את ה...

Posted by ‎Benjamin Netanyahu - בנימין נתניהו‎ on Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

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